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Dermatilomania: relato de Giulia Costa faz crescer debate sobre transtorno ligado à ansiedade

por | mar 11, 2026 | NOTÍCIAS, SAÚDE, SLIDER | 0 Comentários

A atriz Giulia Costa revelou recentemente nas redes sociais que foi diagnosticada com dermatilomania, um transtorno psicológico que leva a pessoa a cutucar, apertar ou machucar repetidamente a própria pele. O relato repercutiu entre seguidores e trouxe visibilidade para uma condição ainda pouco discutida.

Também conhecido como transtorno de escoriação, o quadro é caracterizado pelo impulso recorrente de manipular a própria pele, provocando lesões mesmo após tentativas de interromper o comportamento. Geralmente, o ato é precedido por sentimentos de tensão, ansiedade ou pela percepção de pequenas “imperfeições” na pele.

Após o episódio de escoriação, a pessoa costuma sentir alívio temporário, o que acaba reforçando o ciclo do comportamento compulsivo.

Impactos físicos e emocionais

Além das lesões na pele, manchas e risco de infecções, a dermatilomania também pode gerar consequências emocionais importantes. Muitas pessoas relatam vergonha, culpa e baixa autoestima por causa das marcas no corpo ou no rosto.

Em casos mais intensos, o transtorno pode levar ao isolamento social, com pessoas evitando sair de casa, frequentar eventos ou usar roupas que deixem as lesões aparentes.

Existe tratamento?

Segundo a psicóloga Alice Araujo, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), o transtorno não está ligado à falta de força de vontade.

“A dermatilomania não é escolha nem falta de disciplina. Trata-se de um comportamento relacionado a fatores emocionais que precisa de tratamento adequado”, explica.

A psicoterapia ajuda o paciente a identificar gatilhos emocionais, controlar impulsos e modificar padrões de pensamento e comportamento. Em alguns casos, também pode ser indicado acompanhamento psiquiátrico e dermatológico.

Conscientização e quebra de estigma

Especialistas destacam que falar abertamente sobre transtornos emocionais ajuda a reduzir o estigma e incentivar pessoas que enfrentam a condição a buscar apoio profissional.

Ao compartilhar sua experiência, Giulia Costa contribui para ampliar o debate sobre saúde mental e lembrar que buscar tratamento é um passo importante para melhorar a qualidade de vida emocional e física.

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