Empresa na China oferece bônus salarial baseado em corrida e gera debate sobre limites no trabalho
A empresa Guangdong Dongpo Paper Co. adotou uma política inovadora — e controversa — ao incluir o desempenho físico de seus funcionários como critério para pagamento de bonificações mensais.
A iniciativa mede a quantidade de quilômetros percorridos pelos colaboradores ao longo do mês, com os dados sendo registrados por aplicativos de monitoramento de atividades físicas. O sistema funciona por faixas: quanto maior a distância acumulada, maior o valor do bônus recebido.
Funcionários que atingem metas mais baixas recebem recompensas proporcionais. Já aqueles que conseguem alcançar 100 quilômetros mensais podem ganhar uma bonificação que ultrapassa o valor de um salário completo, tornando o incentivo altamente atrativo.
Segundo a empresa, a proposta tem como objetivo incentivar hábitos mais saudáveis e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. A medida também acompanha uma tendência global de empresas que buscam integrar bem-estar físico à rotina corporativa.
No entanto, a política dividiu opiniões. Enquanto parte do público enxerga a iniciativa como uma forma moderna de promover saúde e engajamento, críticos apontam possíveis riscos. Entre as preocupações estão o aumento da pressão sobre funcionários, desigualdade entre perfis físicos e a possibilidade de transformar um benefício em obrigação indireta.
Especialistas em gestão de pessoas alertam que programas desse tipo precisam ser aplicados com cautela, garantindo que a adesão seja voluntária e não gere impactos negativos no ambiente de trabalho.









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