Após semanas ou meses de restrição alimentar, a queda na balança costuma ser comemorada. No entanto, para muitas pessoas, esse resultado não se sustenta. O peso volta a subir, dando origem ao chamado “efeito sanfona” — um fenômeno comum que vai muito além da falta de disciplina.
Especialistas explicam que o reganho de peso é uma resposta natural do organismo. Quando há emagrecimento, principalmente rápido, o corpo interpreta a mudança como uma ameaça e ativa mecanismos de defesa para preservar energia. Um dos principais efeitos é a redução do metabolismo basal, fazendo com que o organismo passe a gastar menos calorias para manter funções básicas.
Outro fator relevante é a chamada “memória metabólica”. Segundo especialistas, o corpo tende a reconhecer o maior peso já atingido como um ponto de equilíbrio, conhecido como “set point”, e busca retornar a ele após dietas restritivas.
Além disso, há alterações hormonais importantes. A grelina, responsável por estimular o apetite, aumenta, enquanto a leptina, que promove saciedade, diminui. O resultado é o aumento da fome e maior dificuldade para manter o peso perdido.
Dietas muito restritivas intensificam esse processo. Ao cortar drasticamente calorias ou grupos alimentares, o organismo reage de forma mais intensa, elevando as chances de recuperação do peso após o fim da dieta.
O comportamento também influencia. Planos alimentares rígidos são difíceis de sustentar a longo prazo, e o retorno aos antigos hábitos pode acontecer com maior intensidade, seja por fome acumulada ou sensação de compensação.
Especialistas indicam que o corpo pode levar de oito a doze meses para se adaptar a um novo peso, tornando esse período crítico para a manutenção dos resultados.
Como reduzir o efeito sanfona
Entre as estratégias recomendadas estão mudanças graduais na alimentação, regularidade nas refeições, prática de atividade física, sono de qualidade e controle do estresse. O acompanhamento com nutricionistas e suporte psicológico também são fundamentais para resultados mais sustentáveis.









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