O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) voltou a criticar os institutos de pesquisa eleitoral após a divulgação de um novo levantamento da AtlasIntel/Bloomberg, nesta terça-feira (19), que apontou queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo a pesquisa, Flávio Bolsonaro aparece com 41,8% das intenções de voto, enquanto Lula soma 48,9%. O senador havia registrado 47,8% no levantamento anterior, realizado em abril, o que representa uma queda de seis pontos percentuais. O resultado foi divulgado após a repercussão de áudios envolvendo Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Ao comentar os números, Pollon afirmou que a direita brasileira não confia nos levantamentos eleitorais.
“Se a gente fosse seguir pesquisa, nós não teríamos eleito o melhor presidente da história do Brasil”, declarou o parlamentar.
O deputado relembrou as eleições de 2018 para argumentar que os institutos teriam errado ao prever o desempenho de Jair Bolsonaro na disputa presidencial.
“Naquela época diziam que Bolsonaro sequer iria para o segundo turno. As mesmas pesquisas colocavam candidatos ligados a ele entre os últimos colocados, mas o resultado das urnas foi completamente diferente”, afirmou.
Pollon também minimizou o impacto político da divulgação dos áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Para ele, o eleitorado conservador mantém desconfiança histórica em relação aos institutos de pesquisa.
“A direita sabe que, em pesquisa, quem contrata a banda escolhe a música”, disse o deputado sul-mato-grossense.
O parlamentar ainda reforçou o discurso afirmando que o “povo já está careca de saber como as pesquisas são manipuláveis”.
Durante a entrevista, Marcos Pollon também utilizou sua própria trajetória eleitoral como exemplo. Segundo ele, em 2022 aparecia entre os últimos colocados nas pesquisas para deputado federal, mas acabou sendo o candidato mais votado do Mato Grosso do Sul.
O deputado afirmou que o mesmo cenário estaria acontecendo atualmente em levantamentos estaduais relacionados às eleições de 2026.
“No Mato Grosso do Sul, há pesquisas que me colocam em último lugar, enquanto outras, feitas fora do Estado e sem interferência local, mostram meu nome em primeiro ou muito bem posicionado”, argumentou.
A nova rodada da AtlasIntel/Bloomberg aumenta a pressão política sobre o grupo bolsonarista, principalmente diante da repercussão nacional envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro. Apesar disso, lideranças da direita seguem apostando na força eleitoral do bolsonarismo e questionando a credibilidade dos institutos.
Especialistas em ciência política costumam destacar que pesquisas eleitorais representam retratos momentâneos do cenário político e podem sofrer alterações conforme fatos novos impactam a opinião pública durante o período pré-eleitoral.









0 comentários