O climatério ainda é cercado por dúvidas, tabus e desinformação, mas especialistas alertam que essa fase natural da vida feminina pode impactar diretamente a saúde física, emocional e até a qualidade de vida das mulheres. Muitas vezes confundido com a menopausa, o climatério representa um período mais amplo e complexo de transição hormonal.
De acordo com especialistas em saúde feminina, o climatério marca a passagem da fase reprodutiva para a não reprodutiva da mulher. O processo costuma começar entre os 40 e 45 anos, podendo se estender até os 65 anos, dependendo de fatores genéticos, hormonais e do estilo de vida.
A menopausa, por sua vez, é apenas um marco dentro desse período: ela é confirmada quando a mulher completa 12 meses consecutivos sem menstruar.
Mudanças hormonais afetam corpo e emoções
Durante o climatério, os ovários diminuem gradualmente a produção de hormônios como estrogênio e progesterona. Essa queda hormonal provoca alterações que vão muito além das famosas ondas de calor.
Entre os sintomas mais relatados estão:
- Fogachos e suor noturno;
- Insônia;
- Irritabilidade;
- Ansiedade;
- Oscilações de humor;
- Queda da libido;
- Ressecamento vaginal;
- Cansaço excessivo;
- Dificuldade de concentração;
- Ganho de peso, principalmente abdominal;
- Dores articulares;
- Queda de cabelo;
- Perda de massa óssea.
Em muitos casos, os sintomas impactam relacionamentos, produtividade profissional e autoestima. Algumas mulheres relatam sensação constante de exaustão, perda de identidade e alterações emocionais profundas.
Climatério ainda é pouco discutido
Apesar de atingir milhões de brasileiras, o climatério ainda é um tema pouco debatido socialmente. Muitas mulheres passam anos sem entender o que está acontecendo com o próprio corpo.
Especialistas afirmam que a falta de informação faz com que inúmeras pacientes busquem ajuda médica apenas quando os sintomas já estão intensos.
Além das alterações físicas, o período também pode aumentar riscos de osteoporose e doenças cardiovasculares, especialmente após a menopausa.
Terapia hormonal divide opiniões, mas pode ajudar
O tratamento varia conforme os sintomas e as condições de saúde de cada mulher. Em alguns casos, a terapia de reposição hormonal pode ser recomendada, sempre com avaliação médica individualizada.
Além disso, médicos reforçam a importância de hábitos saudáveis para amenizar os impactos do climatério:
- prática regular de exercícios físicos;
- alimentação equilibrada;
- controle do estresse;
- acompanhamento ginecológico;
- qualidade do sono;
- apoio psicológico quando necessário.
Especialistas também alertam que o tabagismo, tratamentos como quimioterapia, histórico familiar e algumas cirurgias podem antecipar a menopausa.
Uma fase natural, mas que merece atenção
Embora muitas mulheres enxerguem o climatério como um problema, médicos destacam que ele não é uma doença, mas sim uma fase fisiológica natural do envelhecimento feminino.
A principal recomendação é buscar informação, acompanhamento profissional e acolhimento para atravessar esse período com mais qualidade de vida e saúde.









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