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“Plantas que pintam”: artesã mineira viraliza ao transformar movimentos da natureza em obras de arte

por | maio 27, 2026 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

A artesã e ativista vegana Helena Duarte, de 37 anos, moradora de um sítio na zona rural de São Thomé das Letras, virou assunto nas redes sociais após compartilhar um método inusitado de produção artística: utilizar o movimento natural das plantas para criar pinturas abstratas.

Nos vídeos publicados na internet, Helena aparece prendendo lápis, pincéis e pequenas canetas nos galhos de plantas do quintal onde vive. Com o balanço provocado pelo vento, os galhos acabam deslizando sobre telas e folhas de papel, formando desenhos únicos, orgânicos e imprevisíveis.

A artista chama as criações de “mensagens naturais” e afirma acreditar que as plantas possuem uma forma própria de consciência e expressão.

“Cada planta reage de uma forma diferente. Algumas fazem traços mais leves, outras mais intensos. Para mim, isso é uma forma de expressão”, declarou Helena em uma das publicações que já acumulam milhares de visualizações e compartilhamentos.

Segundo ela, a ideia surgiu durante o período da pandemia, quando passou a dedicar mais tempo ao cultivo de ervas medicinais, à meditação e à produção artística em meio à natureza. O isolamento social teria despertado uma conexão ainda maior com o ambiente ao redor, levando à criação da técnica que hoje mistura arte, espiritualidade e elementos naturais.

As obras começaram a ganhar notoriedade após turistas que visitavam São Thomé das Letras — cidade conhecida pelo forte apelo místico, espiritual e alternativo — passarem a adquirir as telas produzidas no sítio da artesã. De acordo com Helena, alguns quadros chegaram a ser vendidos por mais de R$ 8 mil para colecionadores interessados em arte contemporânea experimental e experiências ligadas à espiritualidade.

O fenômeno também reacendeu debates nas redes sociais. Enquanto alguns internautas enxergam o trabalho como uma manifestação artística legítima e criativa, outros questionam a ideia de atribuir consciência às plantas. Especialistas em arte contemporânea apontam, porém, que obras baseadas no acaso, no movimento e na interação com elementos naturais já fazem parte de correntes artísticas reconhecidas internacionalmente, como a arte conceitual e a land art.

Além das discussões filosóficas, o caso também chama atenção pelo valor simbólico atribuído às obras. Para muitos admiradores, o diferencial não está apenas nos traços abstratos, mas na proposta de transformar vento, natureza e tempo em parte do processo criativo.

Em uma época marcada pela busca por conexão emocional, sustentabilidade e espiritualidade, o trabalho da mineira acabou encontrando espaço em um público cada vez mais interessado em experiências artísticas fora do convencional.

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