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“Ele não vai mais bater nela”: menino de 13 anos reage após ameaças contra a mãe

por | jun 5, 2026 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Um caso de violência doméstica terminou de forma dramática na noite desta quinta-feira (4), na Vila Manoel Taveira, em Campo Grande. Um adolescente de 13 anos esfaqueou o padrasto, de 57 anos, no pescoço após presenciar ameaças e ofensas contra a própria mãe durante uma discussão dentro de casa.

Segundo informações do boletim de ocorrência registrado nesta sexta-feira (5), a confusão começou depois que a mulher e o filho passaram o dia na residência da mãe dela. Ao retornarem para casa, o homem, que estaria alcoolizado, reclamou do horário da chegada e iniciou uma discussão com a companheira.

Conforme os relatos, o suspeito passou a xingar e ameaçar a mulher. O adolescente contou à polícia que já havia presenciado outras situações de agressão e humilhação envolvendo a mãe ao longo dos anos. Durante a briga, ao perceber que o padrasto teria avançado contra ela, o menino foi até a cozinha, pegou uma faca e atingiu o homem no pescoço.

Após o golpe, o adolescente afirmou que queria impedir que o padrasto voltasse a bater na mãe.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e socorreu o homem até a Santa Casa de Campo Grande. Não foram divulgadas informações atualizadas sobre o estado de saúde dele.

Ainda conforme o registro policial, o casal mantinha relacionamento há cerca de 13 anos e as discussões seriam frequentes dentro da residência. O adolescente relatou à polícia que convivia constantemente com cenas de violência verbal e ameaças.

Mãe e filho foram levados para a 1ª Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). A mulher recebeu orientações sobre os direitos previstos na Lei Maria da Penha e solicitou medidas protetivas contra o companheiro.

O caso foi registrado como ameaça, injúria, vias de fato e lesão corporal dolosa. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da ocorrência.

Violência doméstica e impactos nos filhos

Especialistas alertam que crianças e adolescentes expostos continuamente a ambientes de violência doméstica podem desenvolver traumas emocionais profundos, ansiedade, medo constante e reações impulsivas diante de situações extremas.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que milhares de crianças convivem diariamente com episódios de agressão dentro de casa, mesmo quando não são as vítimas diretas. Em muitos casos, elas acabam assumindo uma postura de proteção da mãe ou de outros familiares.

O episódio ocorrido em Campo Grande reacende o debate sobre os impactos silenciosos da violência doméstica dentro das famílias e os limites emocionais enfrentados por crianças e adolescentes expostos continuamente a esse cenário.

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