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Mulher de 37 anos fingiu ser criança, usava chupeta e enganou família de pastores

por | jun 5, 2026 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Durante mais de um ano, um casal de pastores de Joinville, em Santa Catarina, acreditou estar acolhendo dentro da própria casa uma menina de apenas 11 anos. A história, que parece saída de um roteiro de suspense psicológico, terminou em prisão, choque e indignação após a descoberta de que a suposta criança era, na verdade, uma mulher de 37 anos.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil de Santa Catarina, a mulher utilizava identidade falsa e se apresentava como uma menina vulnerável, afirmando ter fugido de maus-tratos familiares. Ela teria chegado ao estado vinda do Ceará e conquistado rapidamente a confiança de membros de uma igreja evangélica até ser acolhida pelo casal, que passou a tratá-la como filha.

Para sustentar o personagem, ela simulava comportamentos infantis diariamente. Afinava a voz, dizia ser autista, encenava crises emocionais durante a madrugada e adotava hábitos típicos de uma criança pequena, como usar chupeta, mamadeira e até um “cheirinho” para dormir. O nível de encenação impressionou investigadores e pessoas próximas da família.

O caso ganhou contornos ainda mais absurdos quando veio à tona que o casal chegou a realizar uma festa de aniversário para celebrar os supostos 12 anos da “menina”. Além disso, os pastores também custearam aplicações de Mounjaro, medicamento injetável de alto custo utilizado no tratamento de diabetes e emagrecimento.

Mesmo vivendo na residência da família por cerca de 14 meses e tendo acesso ao ambiente e aos recursos da casa, a mulher não teria furtado dinheiro nem objetos, segundo a investigação. Para a polícia, o principal objetivo parecia ser obter abrigo, acolhimento emocional, alimentação, cuidados e uma rotina sustentada pela imagem de fragilidade.

A descoberta aconteceu após familiares do casal começarem a desconfiar de inconsistências no comportamento e na história apresentada. As suspeitas aumentaram quando foram encontrados relatos semelhantes envolvendo a mesma mulher em outros estados brasileiros. Conforme as investigações, ela já teria repetido golpes parecidos em Goiás, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, sempre utilizando identidades falsas e histórias dramáticas para sensibilizar vítimas.

Outro detalhe que chamou atenção dos investigadores foi um caso anterior registrado em Goiás, no qual exames apontaram que a mulher possuía mais de 100 agulhas inseridas no próprio corpo. Na época, ela teria utilizado a situação para reforçar narrativas de violência e abuso.

A mulher foi presa em flagrante pelos crimes de estelionato e falsa identidade. Agora, além do processo criminal, ela deverá passar por avaliação psiquiátrica para que as autoridades entendam se o comportamento está ligado exclusivamente à prática criminosa ou se há também algum transtorno psicológico associado.

O caso gerou enorme repercussão nas redes sociais pela combinação de espanto, manipulação emocional e o nível extremo de teatralização mantido durante mais de um ano. Para muitos, a situação expõe até onde golpes emocionais podem chegar quando exploram empatia, fé e solidariedade.

Fontes: CNN Brasil, Polícia Civil de Santa Catarina e The Sun.

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