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Tecnologia usada dentro da ressonância magnética promete mudar tratamento do Parkinson

por | jun 9, 2026 | NOTÍCIAS, SAÚDE, SLIDER | 0 Comentários

Algo simples como segurar um copo, assinar um documento ou levar uma colher à boca pode se transformar em um enorme desafio para milhares de pessoas que convivem com tremores. O problema, frequentemente associado ao envelhecimento, impacta diretamente a qualidade de vida e pode surgir tanto no chamado tremor essencial quanto em doenças neurológicas como o Parkinson.

Durante muitos anos, pacientes que não apresentavam melhora com medicamentos tinham poucas alternativas. A principal delas era a estimulação cerebral profunda, uma cirurgia complexa e invasiva que exige a implantação de eletrodos no cérebro para controlar os movimentos involuntários.

Agora, uma tecnologia menos agressiva começa a mudar esse cenário: o HIFU, sigla para ultrassom focal de alta intensidade. O método utiliza ondas de ultrassom altamente concentradas para atingir regiões específicas do cérebro responsáveis pelos tremores, sem necessidade de cortes ou abertura do crânio.

O procedimento é realizado com o paciente acordado dentro de um aparelho de ressonância magnética. Isso permite que a equipe médica acompanhe em tempo real a precisão do tratamento e os efeitos imediatos da aplicação. O equipamento lembra um capacete equipado com emissores de ultrassom direcionados.

Segundo especialistas, a redução dos sintomas pode chegar a até 70% em determinados casos, trazendo melhora significativa para atividades do cotidiano. Em muitos pacientes, os efeitos já são percebidos durante o próprio procedimento.

Outro ponto que chama atenção é o tempo de recuperação. O tratamento dura cerca de 1h30, não provoca dor e, na maioria das vezes, o paciente recebe alta no mesmo dia, sem necessidade de internação prolongada.

Apesar dos avanços, médicos alertam que o HIFU não é indicado para todos os casos. A avaliação neurológica detalhada continua sendo fundamental para definir se o paciente é elegível para o procedimento.

Como qualquer intervenção médica, o tratamento também apresenta riscos e possíveis efeitos colaterais. Entre os mais relatados estão dores de cabeça, dormência e alterações de equilíbrio. Na maior parte das vezes, os sintomas são leves e temporários.

O avanço da tecnologia reforça uma transformação importante na medicina moderna: tratamentos cada vez mais precisos, menos invasivos e focados na qualidade de vida. Para muitos idosos, isso representa a possibilidade de recuperar autonomia em tarefas simples que, aos poucos, haviam se tornado impossíveis.

Referência: Hospital Albert Einstein

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