O mar de gente já começa a se formar no coração de Copacabana. Desde a manhã da última terça-feira (29), dezenas de fãs — os icônicos Little Monsters — acampam em frente ao Copacabana Palace à espera de um gesto, um aceno, um olhar da estrela que redefiniu o pop: Lady Gaga.
Neste sábado, 3 de maio, a artista sobe ao palco montado no Posto 2, em um dos eventos mais aguardados do ano. A expectativa é de que 1,6 milhão de fãs compareçam para ver a Mother Monster em ação, em um espetáculo gratuito que promete ser tanto um tributo à sua trajetória quanto uma celebração de sua relação única com o público.
A transmissão do show começa às 21h15 pelo Multishow e Globoplay, com apresentação de Dedé Teicher e Laura Vicente. Na TV Globo, o show será exibido após a novela “Vale Tudo”, com Kenya Sade e Ana Clara. O g1 também transmite o evento ao vivo.
A origem do vínculo com os Little Monsters
Tudo começou em 2009, durante a turnê de “The Fame”. Gaga, ao observar o comportamento catártico do público — dançando, gritando, se contorcendo —, começou a chamá-los de my little monsters, referência à estética grotesca que começava a dominar sua obra com a chegada de “The Fame Monster”.
A relação se intensificou com o Manifesto of Little Monsters, lançado junto à edição deluxe do álbum, onde Gaga se declarava “um bobo da corte devotado” no reino criado por seus fãs. O gesto da “monster paw” com os dedos curvados virou saudação oficial da comunidade, eternizado em uma tatuagem nas costas da artista.
Emoção e lealdade
“Obrigada por sempre me verem com clareza, desde os tempos de ‘The Fame’ até ‘Mayhem’”, declarou Gaga ao receber um prêmio dois meses atrás. “Porque vocês me enxergaram, eu aprendi a me enxergar.”
O amor é recíproco. Gaga não só criou a rede social LittleMonsters.com, como desenvolveu o Monster Pit — área exclusiva para fãs fantasiados nas primeiras filas de seus shows. Lá, ela escolhia um rei ou rainha para subir ao palco com ela, reforçando o senso de comunidade.
Mais que uma base de fãs, os Little Monsters são um movimento cultural. Neste sábado, quando Gaga gritar “paws up!”, milhões de mãos vão responder. Porque para eles, ela nunca foi apenas uma popstar — mas um lar.









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