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Representante do Fórum de Proteção Animal defende planejamento preventivo, políticas públicas eficazes e responsabilidade compartilhada para reduzir atropelamentos de fauna

por | ago 29, 2025 | FAUNA NAS ESTRADAS, NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Promovido pelo Instituto Sustentar, em parceria com a Verdelho Comunicação, o webinário “Fauna nas Estradas: Risco de Vida para Animais e Pessoas” reuniu, nos dias 13, 14 e 15 de maio, alguns dos maiores especialistas do Brasil para discutir os impactos das rodovias sobre a fauna silvestre e propor formas de mitigação para esse grave problema.

Divulgação

O evento contou com o apoio das seguintes instituições: ICAS – Instituto de Conservação de Animais SilvestresUNEMAT – Universidade do Estado de Mato GrossoREET Brasil – Rede de Especialistas em Ecologia de TransportesInstituto SOS PantanalObservatório Rodovias Seguras para Todos e Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).

No segundo painel, “Impactos irreversíveis”, a segunda palestrante e última do dia foi Haiuly Viana, médica veterinária com especialização em Medicina Veterinária do Coletivo e Medicina Veterinária Legal, integrante do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal. Ela apresentou a palestra “A importância das políticas públicas na prevenção de acidentes com fauna nas estradas”.

Abaixo, o resumo de sua palestra:

Planejamento Preventivo e Responsabilidade Compartilhada na Proteção da Fauna

Fundado em 2000, o Fórum de Proteção Animal desenvolve campanhas para reduzir práticas nocivas contra animais. Durante sua fala, Haiuly Viana destacou que os atropelamentos representam grave fonte de sofrimento e perda de biodiversidade. Muitos animais ainda são tratados como simples recursos biológicos, quando cada vida perdida é inestimável. Segundo ela, medidas de mitigação em geral são reativas — fruto de pressões judiciais ou exigências legais — e raramente proporcionais ao dano causado.

Haiuly ressaltou que o atual contexto político é favorável para avanços na proteção animal, mas os parlamentares que defendem a causa precisam ser cobrados para efetivar compromissos. Defendeu a articulação multidisciplinar e lembrou que, além da fauna silvestre, animais domésticos também são vítimas frequentes de atropelamentos, sobretudo em áreas urbanas.

Entre os desafios, apontou a destinação dos animais atropelados, muitos com sequelas permanentes, cuja responsabilidade recai sobre concessionárias em parceria com o poder público. Apesar da vasta produção acadêmica, o conhecimento muitas vezes não chega aos legisladores, o que reforça o papel do Fórum como ponte entre ciência e política, por meio de sua atuação em Brasília.

Defendeu o planejamento preventivo em rodovias, baseado no princípio do poluidor-pagador, e destacou que políticas eficazes precisam de dados atualizados, indicadores e acompanhamento contínuo, com apoio de tecnologias como inteligência artificial. Caso contrário, a proteção animal seguirá sujeita a avanços e retrocessos.

Haiuly também destacou a importância da educação ambiental e da divulgação de boas práticas para além dos já engajados, envolvendo órgãos de transporte, meio ambiente e segurança. Reforçou a guarda responsável, a prevenção de acidentes e o combate a criações amadoras em áreas naturais, que expõem animais de grande porte às rodovias.

Outro ponto foi a necessidade de clareza sobre responsabilidades no manejo, resgate e destinação ética de animais feridos, com atuação coordenada entre União, estados e municípios. A União legisla por meio de IBAMA e ICMBio, mas os demais entes também exercem papel crucial em licenciamento, fiscalização e educação.

Ao concluir, destacou que a formulação de políticas públicas depende tanto de evidências científicas quanto de mobilização social e articulação política. Citou quatro projetos de lei sobre passagens de fauna em tramitação na Câmara, o mais avançado de 2023, mas alertou para o risco de obsolescência ou desvirtuação.

Encerrando, reforçou três pilares: prevenção de danos; atendimento e reabilitação de sobreviventes; e destinação adequada dos que não podem ser soltos. Defendeu a integração entre poder público, sociedade civil, academia e setor privado, além da judicialização como instrumento de pressão. Reiterou que o Fórum atua de forma ampla, abrangendo espécies silvestres, domésticas e de fazenda, sempre com o objetivo de reduzir o sofrimento animal.

Haiuly Viana, representante do Fórum de Proteção Animal, reiterou que o Fórum atua de forma ampla, abrangendo diferentes espécies — silvestres, domésticas e de fazenda — sempre com o objetivo principal de reduzir o sofrimento animal.

Para assistir à íntegra do primeiro dia do webinário Fauna nas Estradas, clique aqui.

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