Mato Grosso do Sul dá um passo decisivo na cooperação internacional em saúde pública. O estado passa a integrar o Dia D Binacional de Imunização, ao lado do Paraná e do Paraguai, em uma ação conjunta que pretende ampliar a cobertura vacinal e reforçar as estratégias de vigilância epidemiológica na região de fronteira.
O acordo foi assinado na sexta-feira (31), durante o III Encontro Internacional de Saúde nas Fronteiras Brasil–Paraguai, realizado em Salto del Guairá, no Paraguai. A iniciativa, que entrará em vigor a partir de 2026, une esforços da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES-MS), Secretaria de Saúde do Paraná, Ministério da Saúde, Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e do Governo do Paraguai.
Segundo a secretária-adjunta de Estado de Saúde de MS, Crhistinne Maymone, o acordo reforça o protagonismo do estado nas ações de vigilância e imunização.
“Esse acordo é resultado de um diálogo contínuo entre os estados e o país vizinho. Mato Grosso do Sul tem uma posição estratégica e desempenha papel central na cooperação em saúde”, destacou.
Maymone também ressaltou que a criação do Dia D Binacional “reforça o compromisso de proteger as populações de fronteira e garantir uma resposta conjunta às demandas sanitárias”.
A nova rede integrada prevê troca de informações epidemiológicas, capacitação de profissionais de saúde e respostas rápidas a emergências sanitárias, consolidando uma estrutura sólida de atenção compartilhada entre os países.
Para o secretário de Estado da Saúde do Paraná, Beto Preto, o alinhamento das campanhas de vacinação entre os dois países representa mais um avanço no fortalecimento das ações transfronteiriças.
“As regiões de fronteira exigem um olhar especial. Essa ação conjunta garante que todos tenham acesso à imunização, independentemente do lado da fronteira”, afirmou.
O Conass acredita que a iniciativa poderá servir de modelo para outras fronteiras brasileiras. De acordo com Sandro Terabe, gerente do Centro de Inteligência Estratégica para a Gestão do SUS (Cieges), o projeto pode ser expandido para outros estados e até países.
“O que estamos desenvolvendo aqui pode ser replicado em outras áreas de fronteira. Essa tecnologia social e física é um modelo de integração em saúde pública”, disse.
O encontro contou ainda com a presença do vice-ministro da Saúde e Bem-Estar Social do Paraguai, José Ortellado, e do coordenador nacional de saúde de fronteiras, Juan Carlos Coronel, além de representantes da Itaipu Binacional, do município de Foz do Iguaçu e da 20ª Regional de Saúde de Toledo.









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