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Justiça por Pamela: ataque brutal com fogo leva Yara Gabriela à prisão por 16 anos

por | nov 27, 2025 | NOTÍCIAS | 0 Comentários

O Tribunal do Júri condenou, nesta quarta-feira (26), Yara Gabriela a 16 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio triplamente qualificado de Pamela Myrela, 31 anos, mulher transexual que morreu após ter 90% do corpo queimado em um ataque ocorrido em janeiro deste ano. A decisão também determinou o pagamento de R$ 10 mil de indenização à família da vítima. Já Bárbara Roosen Gonzalez, que estava no local do crime, foi absolvida pelos jurados.

O Conselho de Sentença reconheceu três qualificadoras: motivo torpe, uso de fogo e recurso que dificultou a defesa da vítima, reforçando a gravidade e a brutalidade do ataque que chocou a capital sul-mato-grossense.


Entenda o caso

Segundo a denúncia, o crime teve início após um desentendimento entre Pamela e as duas suspeitas dentro de uma boate de Campo Grande, na madrugada de 19 de janeiro de 2025. As três, que atuavam como garotas de programa, teriam se envolvido em uma briga motivada por disputa de trabalho. Elas foram expulsas do local após o confronto físico.

Minutos depois, Yara e uma amiga foram a um posto de combustíveis, onde compraram um galão de gasolina. Em seguida, chamaram um carro de aplicativo e seguiram até a residência de Pamela, no bairro Vila Carvalho.

De acordo com o Ministério Público, Yara despejou gasolina sobre Pamela e pelo interior da casa, ateando fogo logo em seguida. A vítima ficou presa dentro do imóvel, exposta ao fogo e à fumaça. Ela foi socorrida em estado crítico pelo Corpo de Bombeiros e levada para a Santa Casa de Campo Grande.

Pamela não resistiu e morreu na madrugada de 21 de janeiro, dois dias após o ataque, em decorrência da extensão das queimaduras.


Prisão e comoção pública

Após o ataque, familiares e amigos indicaram à Polícia Civil o possível paradeiro das suspeitas. Equipes da DHPP localizaram Yara e Bárbara em uma pensão no bairro Amambaí, onde foram presas.

O caso provocou ampla mobilização de movimentos de defesa dos direitos LGBTQIA+, que denunciaram a violência extrema sofrida por Pamela e cobraram punição.

Com a condenação, Yara Gabriela deverá cumprir pena em regime fechado.


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