Andropausa: especialistas explicam sinais, fatores de risco e formas de tratamento
A andropausa, também chamada de Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM), é caracterizada pela redução gradual da produção de hormônios, especialmente a testosterona, ao longo do envelhecimento. O processo costuma iniciar entre os 40 e 55 anos e pode se estender por toda a vida. Apesar disso, especialistas destacam que nem todos os homens desenvolvem a condição ou apresentam seus sintomas.
Fatores que aumentam o risco
Algumas condições clínicas e hábitos de vida estão associados a uma maior probabilidade de queda hormonal expressiva. Entre os principais fatores de risco estão:
- Hipertensão;
- Diabetes;
- Sedentarismo;
- Tabagismo;
- Consumo excessivo de álcool.
De acordo com especialistas, esses fatores podem acelerar o declínio dos níveis hormonais ou tornar os sintomas mais evidentes.
Principais sintomas
A andropausa pode provocar mudanças físicas, emocionais e cognitivas. Entre os sintomas mais relatados por pacientes estão:
- Redução da libido;
- Disfunção erétil;
- Diminuição dos testículos e redução dos pelos corporais;
- Sensibilidade ou aumento dos mamilos;
- Perda de massa muscular e óssea;
- Aumento da gordura corporal;
- Cansaço constante;
- Alterações de memória e concentração;
- Distúrbios do sono;
- Queda de humor e episódios depressivos.
Por serem sintomas que podem ser atribuídos ao estresse ou ao envelhecimento natural, muitos homens acabam demorando a buscar avaliação médica.
Comparação com a menopausa
Embora a andropausa seja frequentemente comparada à menopausa, especialistas ressaltam uma diferença importante: a fertilidade masculina não é interrompida, apesar de poder ser reduzida. Ou seja, homens que passam pela andropausa ainda podem ter filhos, mesmo com declínio da produção hormonal.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico deve ser realizado por urologistas e endocrinologistas, que avaliam os níveis hormonais e o quadro clínico geral do paciente. Quando indicado, o tratamento pode envolver:
- Terapia para reposição ou aumento dos níveis de testosterona;
- Monitoramento metabólico;
- Avaliação de possíveis impactos psicológicos.
Segundo especialistas, o estilo de vida também exerce grande influência. A adoção de hábitos saudáveis — como prática regular de exercícios, alimentação equilibrada, controle do álcool e abandono do tabaco — contribui para reduzir sintomas e melhorar a qualidade de vida.
Importância da atenção à saúde masculina
Profissionais da área reforçam a necessidade de ampliar o debate sobre saúde hormonal masculina, uma vez que muitos sintomas são negligenciados ou associados apenas ao envelhecimento. O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico adequado podem melhorar significativamente o bem-estar e o desempenho físico e cognitivo dos pacientes.









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