A Santa Casa de Campo Grande, maior hospital de Mato Grosso do Sul e referência no atendimento de alta complexidade, enfrenta uma das maiores crises financeiras de sua história. Afundada em um rombo milionário e com um déficit mensal que beira o colapso, a instituição se tornou símbolo do caos na saúde pública.
Com uma dívida total de R$ 613 milhões, sendo R$ 600 milhões referentes a uma ação judicial contra o município, a Santa Casa opera no limite, sem perspectivas concretas de alívio financeiro. Para agravar ainda mais o cenário, o hospital acumula um déficit operacional de R$ 9 milhões por mês, pressionado principalmente pelo aumento de despesas com pessoal nos últimos dois anos.
Diante desse quadro alarmante, o deputado estadual Pedro Pedrossian Neto (PSD) tem se posicionado como uma das poucas vozes políticas exigindo medidas urgentes para evitar o colapso da instituição. Em uma tentativa de mobilizar o poder público e a sociedade civil, o parlamentar convocou uma audiência pública para debater a situação da Santa Casa, reforçando a necessidade de ação imediata para impedir um desastre na saúde estadual.
Dinheiro existe, mas gestão falha?
Apesar da crise sem precedentes, o problema da Santa Casa não se resume apenas à falta de recursos. Em 2023, o hospital recebeu R$ 410 milhões em repasses públicos, sendo R$ 145 milhões do governo estadual e R$ 74 milhões da Prefeitura de Campo Grande. Mesmo assim, a instituição continua mergulhada em dívidas e operando no vermelho.
A pergunta que fica é: para onde está indo esse dinheiro?
O deputado Pedrossian Neto tem levantado questionamentos sobre a transparência na gestão dos recursos da Santa Casa. “A Santa Casa já cuidou de muita gente. Agora, precisamos cuidar dela”, afirmou o parlamentar, cobrando mais rigor na administração e maior fiscalização sobre a aplicação dos recursos.
O que pode acontecer se nada for feito?
Se o cenário atual persistir, a Santa Casa pode enfrentar fechamento de setores essenciais, demissões em massa e até a suspensão de atendimentos de emergência e cirurgias de alta complexidade. A população de Mato Grosso do Sul, especialmente os mais pobres que dependem exclusivamente do SUS, será a maior prejudicada.
Com a audiência pública convocada por Pedrossian Neto, surge a esperança de que esse colapso iminente possa ser evitado. No entanto, sem ação concreta por parte dos gestores públicos e sem transparência na administração dos recursos, a Santa Casa caminha para um destino incerto – e potencialmente desastroso para toda a saúde do estado.
A crise já se instalou. A questão agora é: quem será responsabilizado se a Santa Casa fechar as portas?









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