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‘Bebê Mounjaro’: gravidez de Laís Caldas acende alerta sobre canetas emagrecedoras

por | dez 16, 2025 | NOTÍCIAS | 0 Comentários

Laís Caldas revela gravidez mesmo usando anticoncepcional e acende alerta sobre canetas emagrecedoras

Após anunciar a gravidez de seu primeiro filho com Gustavo Marsengo, Laís Caldas surpreendeu os seguidores ao revelar que engravidou mesmo fazendo uso regular de pílula anticoncepcional. O relato da ex-BBB gerou preocupação imediata entre fãs e reacendeu um debate importante sobre os efeitos de medicamentos emagrecedores na eficácia dos métodos contraceptivos orais.

A explicação veio pouco depois. Laís contou que, antes do casamento realizado em setembro, decidiu seguir um protocolo de emagrecimento com uso de Mounjaro, medicamento à base de tirzepatida, para alcançar o peso desejado para a cerimônia. Segundo ela, foi justamente esse tratamento que interferiu na absorção do anticoncepcional.

“Eu realmente estava tomando anticoncepcional oral direitinho, mas eu fiz o protocolo com Mounjaro. Ele retarda o esvaziamento gástrico e isso diminui a absorção de alguns medicamentos orais, e um dos mais afetados é o contraceptivo”, explicou Laís.

Na legenda da publicação, a médica ainda fez uma brincadeira com a situação: “‘Bebê Mounjaro’ 🤰🏻👶🏻. Aconteceu com mais alguma mulher aqui? Importante lembrar que nenhum método contraceptivo é 100% eficaz”.

O 67 Digital News explica

Estudos recentes, já publicado por nós, indicam que determinadas canetas emagrecedoras podem reduzir significativamente a absorção da pílula anticoncepcional. Em alguns casos, o pico hormonal pode cair entre 55% e 66%, enquanto o total absorvido do medicamento pode diminuir de 16% a 23%, um impacto considerado relevante do ponto de vista clínico.

Em entrevista ao gshow, o médico ginecologista Rafael Lazarotto, especialista em menopausa, terapia hormonal, emagrecimento feminino e lipedema, esclareceu como essas medicações atuam no organismo e por que podem comprometer a eficácia do método oral.

Segundo o especialista, o principal mecanismo envolvido é o retardamento do esvaziamento gástrico, que faz com que o hormônio da pílula chegue em menor quantidade à corrente sanguínea.

“A tirzepatida, presente no Mounjaro e no Zepbound, é a que mais gera insegurança nesse cenário. Os estudos mostram uma redução importante no pico hormonal, o que pode comprometer a proteção contra a gravidez”, explica.

Nem todas as canetas têm o mesmo efeito

O médico ressalta que o impacto varia de acordo com a substância. No caso da semaglutida, presente no Ozempic e no Wegovy, os estudos mostram apenas um atraso na absorção, sem perda da quantidade total do hormônio.

“Ele chega mais devagar, mas chega inteiro. Não há evidência de redução da eficácia contraceptiva nesses casos”, afirma Lazarotto.

Outras medicações, como liraglutida, exenatida e dulaglutida, também podem atrasar a absorção da pílula, mas não demonstraram, até o momento, comprometer a proteção contra a concepção.

Quais métodos são mais seguros?

De acordo com o especialista, a própria fabricante da tirzepatida recomenda que o anticoncepcional oral não seja utilizado de forma isolada nas quatro semanas após o início do tratamento ou após aumento de dose.

“Nesses casos, métodos como camisinha, DIU, anel vaginal ou adesivo contraceptivo são opções mais seguras”, orienta.

Rafael Lazarotto também esclarece que náuseas e vômitos — sintomas comuns no início do uso das canetas — podem agravar o risco, mas não são a principal causa da falha contraceptiva.

“A causa real é farmacológica. Os vômitos só interferem diretamente se ocorrerem até três horas após a ingestão do anticoncepcional”, conclui.


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