Nova faixa de isenção e descontos escalonados: veja quanto cada trabalhador vai economizar com as novas regras do Imposto de Renda
As novas regras do Imposto de Renda (IR) já estão em vigor no país e começam a impactar o bolso dos trabalhadores ainda neste mês. A medida, amplia a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil mensais e cria um modelo de descontos escalonados para salários entre R$ 5 mil e R$ 7.350.

Com isso, milhões de brasileiros terão redução direta na retenção mensal do imposto. Segundo estudo realizado pelo escritório de contabilidade Confirp, a economia pode ultrapassar R$ 3,7 mil ao ano para quem está no limite inferior da nova regra.
Quanto o contribuinte pode economizar?
A análise da Confirp detalha o impacto para diferentes faixas de renda. Veja os principais exemplos:
- Quem recebe R$ 5,2 mil economiza cerca de R$ 286,27 por mês, o que representa R$ 3.721,46 por ano.
- Já quem ganha R$ 6 mil terá redução mensal média de R$ 179,75, acumulando R$ 2.336,75 ao ano.
- No topo da faixa, um salário de R$ 7,2 mil passa a ter economia mensal de R$ 19,98, chegando a R$ 259,69 no ano.
- Acima de R$ 7.350, o benefício não se aplica e segue valendo a alíquota normal de 27,5%.
A nova fórmula de cálculo segue a equação:
R$ 978,62 – (0,133145 × salário)
Aplicando o exemplo para um salário de R$ 7 mil:
R$ 978,62 – (0,133145 × 7.000)
R$ 978,62 – R$ 932,015 = R$ 46,60 de redução mensal
Alta renda pagará imposto mínimo
Como forma de compensação fiscal, contribuintes que recebem acima de R$ 50 mil por mês (ou R$ 600 mil ao ano) passam a estar sujeitos ao imposto mínimo da alta renda. A alíquota é progressiva e pode chegar a 10% para rendimentos acima de R$ 100 mil mensais.
Além disso, passa a valer a retenção na fonte de 10% sobre dividendos que ultrapassarem R$ 50 mil mensais pagos por uma mesma empresa.
Quando o trabalhador começa a sentir o impacto?
A redução no imposto já deve aparecer nos salários referentes a janeiro, pagos no fim deste mês ou início de fevereiro. No entanto, as mudanças não alteram a declaração de 2026 (referente ao ano-base 2025). O reflexo direto na declaração só ocorrerá em 2027.
A expectativa do governo é aliviar a carga tributária da classe média e reforçar a progressividade do sistema tributário brasileiro.









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