Novamente a chuva volta a castigar Campo Grande. Um forte temporal atingiu a Capital sul-mato-grossense na tarde desta terça-feira (6) e, em questão de minutos, transformou ruas e avenidas em verdadeiros rios. A intensidade da água surpreendeu moradores e motoristas, já que a previsão oficial indicava apenas pancadas isoladas ao longo do dia.
Entre raios e trovões, a chuva se espalhou rapidamente por diferentes regiões da cidade. Dados do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) apontam que, em menos de uma hora, a estação automática do bairro Universitário registrou 17 milímetros acumulados. Já na Vila Santa Luzia, o índice foi de 4 milímetros no mesmo período, demonstrando a variação do volume entre os bairros — mas com impacto expressivo em praticamente toda a Capital.
Principais vias voltam a alagar
Vias importantes de Campo Grande ficaram alagadas, exigindo atenção redobrada de motoristas e motociclistas. Trechos da Via Park, Afonso Pena, Três Barras, Mato Grosso e outras regiões registraram retenções, dificuldade de tráfego e pontos críticos de enxurrada.
Em alguns locais, água avançou sobre calçadas, dificultou o deslocamento de pedestres e reacendeu o debate sobre drenagem urbana. Segundo relatos, a situação, embora recorrente, tem se agravado.
Moradores voltam a sofrer com transtornos
No Jardim São Lourenço, os transtornos já se tornaram rotina em dias de temporal. Morador relata que, com a força da enxurrada, ruas viram verdadeiros canais de água, causando destruição de calçadas, danos às raízes de árvores e até invasão de residências.
“O problema é antigo, mas a cada ano parece piorar. Quando chove forte, a água vem com muita força, carregando tudo pela frente”, descreve.
Chuva atingiu toda a cidade
A instabilidade se espalhou por praticamente toda Campo Grande, reforçando a preocupação com infraestrutura e planejamento urbano. Moradores registraram alagamentos, córregos cheios e pontos de risco, cenário que, mais uma vez, pegou a população de surpresa.
Enquanto a chuva perde força gradualmente, ainda ficam os impactos e o alerta: a cidade segue vulnerável e cada novo temporal expõe as fragilidades que afetam diretamente a rotina e a segurança dos moradores.









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