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Pérez explode e crava: “Ser parceiro de Verstappen é o pior trabalho da F1”

por | jan 14, 2026 | ESPORTE, SLIDER | 0 Comentários

Pérez detona Red Bull e crava: ser parceiro de Verstappen é “o pior trabalho da F1”
Mexicano diz que “tudo virava problema” na equipe e expõe bastidores: “Se eu fosse mais rápido que Max, era um problema; se fosse lento, também”. Agora, ele mira recomeço na Cadillac em 2026 ao lado de Bottas.

Sergio “Checo” Pérez tirou as luvas e colocou a Red Bull no centro de uma nova crise de imagem. Em entrevista ao podcast Cracks, apresentado por Oswaldo Trava, o mexicano afirmou que ser companheiro de Max Verstappen na equipe austríaca é “o pior trabalho que existe na Fórmula 1” — e não por falta de carro vencedor, mas por um ambiente que, segundo ele, transforma qualquer cenário em tensão.

A fala tem peso porque Pérez viveu o “coração” da era dominante do holandês: foram temporadas ao lado de Verstappen na Red Bull durante o período em que o time empilhou vitórias e títulos. Ainda assim, Pérez sustenta que o bastidor era bem menos glamouroso do que a vitrine do pódio.

“Tudo era um problema”: a frase que joga gasolina no incêndio

Pérez foi direto ao ponto ao descrever a dinâmica interna: na Red Bull, segundo ele, “tudo era um problema”. O piloto afirma que, se estivesse rápido demais e ameaçasse o status do líder, o clima ficava pesado; se estivesse lento, a cobrança virava esmagadora — um paradoxo permanente para quem ocupa o segundo carro.

A polêmica cresce porque, na prática, Pérez sugere uma Red Bull onde o segundo piloto não compete apenas contra Verstappen, mas também contra a política interna: qualquer performance vira munição para pressão.

“O projeto foi criado para o Max”: bastidor atribuído a Horner

O mexicano também relatou que, logo no início, ouviu de Christian Horner uma mensagem que, na leitura dele, define o tabuleiro: a equipe teria um projeto construído em torno de Verstappen. A frase, se confirmada como dita naquele contexto, expõe o que muita gente suspeita — mas poucos falam com essa clareza.

Aqui está o ponto sensível: equipes de ponta costumam ter um piloto referência, mas a declaração de Pérez empurra a discussão para outro nível — o de um “cargo” em que o segundo assento vira função de suporte com risco de desgaste público.

O recado por trás do desabafo: Red Bull depende de um só eixo?

As declarações reabrem uma pergunta incômoda no paddock: a Red Bull está estruturada para maximizar Verstappen a ponto de tornar o segundo carro quase “ingrato” por definição? Pérez dá a entender que sim — e, ao fazer isso, coloca pressão indireta sobre o time e sobre quem quer que ocupe (ou venha a ocupar) o assento ao lado do tetracampeão.

Na prática, o mexicano diz que não bastava entregar resultado: era preciso “não desalinhar” a hierarquia. E isso, para um piloto, tem custo técnico, mental e político.

Próximo capítulo: Cadillac com Bottas em 2026

Se o passado virou manchete, o futuro também. Pérez já tem novo destino: ele foi anunciado como piloto da Cadillac para a estreia da equipe na F1 em 2026, formando dupla com Valtteri Bottas, segundo informações divulgadas pela própria estrutura do projeto e confirmadas por veículos e pela cobertura oficial do ecossistema da categoria.

O movimento é simbólico: Pérez troca o epicentro de um império vencedor por um projeto “do zero” — onde, teoricamente, não existe dono do time dentro do cockpit. A questão é se a Cadillac será uma página em branco… ou apenas outro capítulo de pressões em uma F1 cada vez mais política.

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