A influenciadora digital conhecida nas redes sociais como “Coach Irônica” foi presa preventivamente em Campo Grande após decisão da Justiça que apontou o descumprimento de medida protetiva concedida à sogra e à cunhada da investigada. O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre os limites da liberdade de expressão e o uso das plataformas digitais para ataques pessoais.
Segundo informações apuradas, a medida protetiva determinava que a influenciadora não se aproximasse, não mantivesse contato e não fizesse qualquer tipo de menção pública às vítimas, inclusive por meio de redes sociais. Apesar da ordem judicial, conteúdos teriam continuado a ser publicados, o que motivou a representação policial e o pedido de prisão preventiva.
A decisão foi tomada pela Vara especializada em violência doméstica, com base em indícios de reiterado descumprimento da ordem judicial, o que, segundo o entendimento do Judiciário, demonstraria desrespeito à autoridade da decisão e risco à integridade psicológica das vítimas.
Audiência de custódia
Durante a audiência de custódia, realizada dias após a prisão, a Justiça manteve a prisão preventiva, entendendo que outras medidas cautelares seriam insuficientes diante do histórico apresentado no processo. A defesa alegou excesso de prazo e sustentou que o conteúdo divulgado não configuraria violação direta da medida, argumentos que não foram acolhidos neste momento.
O que diz a lei
O descumprimento de medida protetiva é crime previsto na Lei Maria da Penha, podendo resultar em prisão, independentemente de novas ameaças ou agressões físicas. A legislação prevê proteção integral, incluindo violência psicológica e perseguição reiterada, inclusive no ambiente digital.
O caso segue em tramitação e novas decisões judiciais ainda podem ocorrer.









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