A um mês do fim do prazo estabelecido pela Justiça para que a Prefeitura de Campo Grande inicie o processo de intervenção no Consórcio Guaicurus, concessionária responsável pelo transporte coletivo da Capital, cresce a cobrança por providências concretas. A data-limite para cumprimento da decisão judicial é 19 de fevereiro, considerando o recesso forense e a suspensão dos prazos processuais.
A determinação judicial foi proferida pelo juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, e tem como uma de suas bases o relatório apresentado durante a CPI do Transporte Coletivo, elaborado pelo vereador Maicon Nogueira. O documento apontou falhas estruturais e operacionais recorrentes no sistema de transporte público da Capital.
O tema ganhou forte repercussão após a atuação direta do parlamentar, que colocou o transporte coletivo no centro do debate público. Maicon Nogueira liderou uma mobilização popular por meio de uma petição online que já ultrapassou 10 mil assinaturas, cobrando a intervenção no consórcio diante da insatisfação generalizada dos usuários.
Além da mobilização digital, o vereador intensificou a fiscalização presencial, realizando visitas aos terminais de ônibus de Campo Grande. Durante as ações, foram registradas reclamações relacionadas a atrasos constantes, superlotação, frota sucateada, falta de acessibilidade e qualidade precária do serviço.
“Esse prazo de um mês é decisivo. A população não aguenta mais esperar enquanto enfrenta um transporte caro e de baixa qualidade. A intervenção não é um capricho político, é uma resposta necessária a um serviço que falhou”, afirmou Maicon.
Apesar da possibilidade de o município recorrer da decisão ou solicitar a ampliação do prazo, o vereador defende que o momento exige ação imediata. Para ele, a decisão judicial apenas formaliza uma cobrança que já vinha sendo feita pela população.
Maicon Nogueira reforçou que continuará acompanhando de perto o cumprimento da determinação judicial. “Vamos seguir fiscalizando, ouvindo a população e cobrando transparência. O transporte coletivo precisa ser tratado com seriedade e respeito”, concluiu.








0 comentários