O Governo de Mato Grosso do Sul mantém uma força-tarefa permanente para coibir a entrada e a circulação ilegal de medicamentos e produtos sujeitos à vigilância sanitária no Estado. A ação tem como foco principal canetas emagrecedoras, anabolizantes, ampolas e comprimidos anorexígenos à base de lisdexanfetamina oriundos do Paraguai.
Coordenada pela Vigilância Sanitária Estadual, sob supervisão da Secretaria de Estado de Saúde (SES), a operação conta com a atuação integrada de diversos órgãos, incluindo a Polícia Civil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul (CRF-MS), além de outras forças da segurança pública.
A fiscalização ocorre de forma contínua em pontos estratégicos de circulação de mercadorias, como centros de distribuição dos Correios, transportadoras, aeroportos, rodovias federais e estaduais, ampliando o cerco contra o comércio ilegal desses produtos.
De acordo com a SES, a comercialização, o envio e o armazenamento de medicamentos não nacionalizados, sem registro sanitário ou comprovação de origem, representam grave risco à saúde pública. O uso desses produtos pode provocar eventos adversos severos, incluindo pancreatite aguda, insuficiência renal, perda significativa de massa muscular e complicações decorrentes de superdosagem.
Nos três primeiros dias da operação, iniciada na última segunda-feira (2), as equipes retiraram de circulação 2.071 unidades de produtos irregulares. Entre os itens apreendidos estão canetas emagrecedoras, anabolizantes, ampolas injetáveis e comprimidos anorexígenos, todos sem autorização legal para comercialização no Brasil.
A Secretaria de Estado de Saúde reforça que a população deve adquirir medicamentos apenas em estabelecimentos regularizados e sempre com prescrição médica, alertando que produtos de origem clandestina colocam vidas em risco.









0 comentários