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De exceção a alerta global: câncer de intestino cresce entre pessoas de 20, 30 e 40 anos

por | fev 25, 2026 | NOTÍCIAS, SAÚDE, SLIDER | 0 Comentários

O câncer colorretal, historicamente associado a pessoas mais velhas, tem apresentado crescimento preocupante entre adultos jovens em diversos países. Nos Estados Unidos, a doença já é a que mais mata pessoas com menos de 50 anos, segundo dados recentes.

Casos de grande repercussão chamaram a atenção para o problema. As mortes dos atores James Van Der Beek, aos 48 anos, e Chadwick Boseman, aos 43, além do diagnóstico cada vez mais frequente em pessoas na faixa dos 20 e 30 anos, evidenciam a mudança no perfil da doença.

De acordo com John Marshall, oncologista do Centro Oncológico Lombardi, da Universidade de Georgetown, o cenário mudou drasticamente nas últimas décadas. Segundo ele, no início da carreira médica, praticamente não havia registros de câncer colorretal em adultos jovens — realidade que hoje é diferente.

Um estudo publicado na revista científica The Lancet Oncology, em 2025, analisou dados de 50 países e identificou aumento da incidência de câncer colorretal de início precoce em 27 deles. Em 20 países, o crescimento foi exclusivo entre os mais jovens ou ocorreu de forma mais acelerada nesse grupo do que entre pessoas acima dos 50 anos.

Nos Estados Unidos, mais de 158 mil novos casos devem ser diagnosticados este ano, segundo a Sociedade Americana do Câncer. A doença é a segunda principal causa de morte por câncer no país, atrás apenas do câncer de pulmão, com estimativa superior a 55 mil óbitos anuais.

No Brasil, o cenário também preocupa. O câncer colorretal é o terceiro tipo mais comum no país, com estimativa de 45.630 novos casos por ano. Dados apontam que a mortalidade relacionada ao tumor de cólon e reto aumentou quase 50% nas últimas duas décadas. Entre os casos de maior repercussão está o da cantora Preta Gil, diagnosticada aos 50 anos.

Especialistas reforçam a importância de atenção a sintomas como alterações no hábito intestinal, sangramento nas fezes, dor abdominal persistente e perda de peso inexplicada. O diagnóstico precoce é fundamental para ampliar as chances de tratamento e cura.


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