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Número de estudantes com deficiência nas universidades brasileiras mais que dobra em 10 anos

por | mar 12, 2026 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

O número de estudantes com deficiência matriculados no ensino superior brasileiro mais que dobrou na última década, segundo dados do Censo da Educação Superior, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC).

De acordo com o levantamento, o país passou de aproximadamente 33 mil universitários com deficiência em 2014 para cerca de 95 mil em 2024, um crescimento próximo de 200% no período.

O aumento reflete mudanças nas políticas de inclusão educacional e ampliação de mecanismos de acessibilidade nas instituições de ensino superior, como provas adaptadas, intérpretes de Libras e núcleos de apoio a estudantes com deficiência.

Participação ainda é pequena

Apesar do crescimento expressivo, estudantes com deficiência ainda representam menos de 1% do total de matrículas no ensino superior brasileiro.

Os dados mostram que, em dez anos, a proporção passou de 0,4% para cerca de 0,9% dos universitários.

Esse percentual ainda está distante da realidade demográfica do país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 7,3% da população brasileira possui algum tipo de deficiência, o que evidencia a diferença entre a presença desse grupo na sociedade e no ensino superior.

Mais ingressantes e formados

O avanço também aparece no número de estudantes que entram e concluem a graduação.

Entre 2013 e 2023, o total de ingressantes com deficiência passou de cerca de 10 mil para mais de 39 mil estudantes.

Já o número de concluintes subiu de aproximadamente 3,7 mil para mais de 12,6 mil formados no mesmo período.

Especialistas apontam que esse crescimento está ligado à ampliação das políticas de inclusão, ao fortalecimento de programas de acessibilidade nas universidades e à maior presença de estudantes com deficiência no ensino básico ao longo dos últimos anos.

Desafios de permanência

Mesmo com o avanço, especialistas destacam que ainda existem desafios para garantir acesso, permanência e conclusão dos cursos.

Entre os principais obstáculos estão a falta de infraestrutura adaptada, materiais acessíveis, transporte adequado e apoio pedagógico especializado.

A expectativa é que políticas públicas voltadas à inclusão continuem ampliando a presença de estudantes com deficiência no ensino superior brasileiro nos próximos anos.


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