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Startups criadas por alunos do Insper captam R$ 9,17 bilhões e mostram força do empreendedorismo brasileiro

por | mar 12, 2026 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Empresas fundadas por estudantes e ex-estudantes do Insper captaram cerca de R$ 9,17 bilhões entre 2020 e 2025, segundo levantamento do Observatório de Empreendedorismo e Inovação da própria instituição. O resultado coloca o ecossistema empreendedor ligado à escola entre os mais relevantes do país em volume de venture capital.

O levantamento mostra que fintechs lideram o volume de investimentos, seguidas por startups de saúde, logística, consumo e tecnologia. Esses setores têm concentrado grande parte da inovação e atraído investidores interessados em soluções escaláveis no mercado brasileiro.

Pico de investimentos ocorreu em 2021

O auge das captações aconteceu em 2021, período marcado por forte expansão do mercado de venture capital no cenário pós-pandemia. Naquele ano, startups fundadas por alunos e ex-alunos do Insper realizaram 46 rodadas de investimento, somando aproximadamente US$ 486 milhões (cerca de R$ 2,68 bilhões).

Já em 2025, considerando dados parciais até setembro, foram registradas cinco rodadas de investimento, que totalizaram US$ 141,4 milhões, equivalentes a aproximadamente R$ 798,8 milhões.

Desaceleração acompanha cenário global

A redução no número de rodadas acompanha a desaceleração global do mercado de capital de risco, que registrou retração após o crescimento acelerado observado durante e logo após a pandemia.

Mesmo com o ritmo menor, o volume acumulado reforça a relevância do ecossistema empreendedor formado em torno da instituição, evidenciando a capacidade de seus alunos e ex-alunos de criar negócios com alto potencial de crescimento.

Cultura empreendedora como diferencial

De acordo com Guilherme Martins, presidente do Insper, o desempenho está diretamente relacionado à cultura de empreendedorismo incentivada durante a formação acadêmica.

Segundo ele, o estímulo ao empreendedorismo não se limita à existência de hubs, incubadoras ou aceleradoras, mas faz parte da mentalidade desenvolvida ao longo da formação universitária.

A proposta da instituição é preparar os estudantes para se destacarem no mercado de trabalho — seja em carreiras corporativas ou na criação de novos negócios inovadores.


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