A semaglutida, princípio ativo de medicamentos amplamente conhecidos como Ozempic e Wegovy, voltou ao centro das discussões após um estudo indicar que versões genéricas do medicamento poderiam custar menos de R$ 16 por mês quando produzidas em larga escala.
No Brasil, a patente da substância está prevista para expirar em 20 de março, o que abre espaço para que novos laboratórios passem a produzir versões do medicamento. A expectativa é de que isso amplie significativamente o acesso ao tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.
Medicamento ganhou destaque por eficácia na perda de peso
O interesse crescente pela semaglutida não é por acaso. Estudos clínicos robustos apontam que o medicamento pode promover uma perda média de peso entre 10% e 15% do peso corporal. Além da redução de peso, pesquisas mostram melhorias em diversos indicadores metabólicos importantes.
Entre os benefícios observados estão:
- controle da glicemia;
- redução da resistência à insulina;
- melhora da pressão arterial;
- diminuição de processos inflamatórios no organismo.
Em pacientes com obesidade, essas mudanças também estão associadas a uma redução do risco cardiovascular, um dos principais fatores de mortalidade no mundo.
Medicamento não substitui mudança de hábitos
Especialistas alertam, no entanto, que o uso da semaglutida não substitui mudanças no estilo de vida. O medicamento atua principalmente reduzindo o apetite e ajudando no controle da ingestão alimentar, mas não altera comportamentos por si só.
Se o paciente não aproveita o período de uso para reconstruir hábitos — como melhorar a alimentação, aumentar o consumo de proteínas, praticar atividade física e preservar massa muscular — parte do peso perdido pode retornar após a interrupção do tratamento.
Estudos indicam que a recuperação do peso é comum quando não há mudanças consistentes no estilo de vida.
Uso exige acompanhamento médico
Outro ponto considerado essencial é o acompanhamento profissional. O uso da semaglutida deve levar em conta fatores como histórico clínico, composição corporal, exames laboratoriais e estratégias nutricionais adequadas.
Quando utilizada sem orientação, existem riscos como:
- perda excessiva de massa muscular;
- deficiências nutricionais;
- uso em doses inadequadas.
Nesse contexto, especialistas reforçam que a semaglutida pode ser uma ferramenta extremamente eficaz, desde que faça parte de uma estratégia mais ampla de saúde metabólica, combinando tratamento medicamentoso, nutrição adequada e atividade física.









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