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Artrose no joelho já não significa cirurgia imediata: veja o que mudou

por | maio 3, 2026 | NOTÍCIAS, SAÚDE, SLIDER | 0 Comentários

Avanços no tratamento da artrose de joelho ampliam alternativas e podem adiar cirurgia de prótese

Durante anos, receber o diagnóstico de artrose de joelho significava, para muitos pacientes, um caminho quase inevitável até a cirurgia de prótese. Hoje, esse cenário mudou. Com a evolução da medicina regenerativa e das terapias ortobiológicas, é possível controlar sintomas, melhorar a função e, em diversos casos, preservar a articulação por mais tempo.

Entenda a doença

A artrose do joelho é uma condição degenerativa caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem que reveste a articulação. O quadro costuma se manifestar com dor, rigidez, inchaço e limitação de movimentos, sendo mais frequente a partir dos 50 anos.

Mais recentemente, a doença passou a ser compreendida não apenas como um desgaste mecânico, mas como um processo que envolve inflamação articular, fatores metabólicos e influência direta do estilo de vida.

O que mudou no tratamento

A abordagem atual é mais ampla e personalizada. Medidas como controle de peso, fortalecimento muscular, fisioterapia especializada e prática de atividade física orientada seguem sendo fundamentais.

O fortalecimento dos músculos ao redor do joelho reduz a sobrecarga na articulação e contribui para estabilidade, sendo um dos pilares no manejo da doença.

Terapias ortobiológicas ganham espaço

Entre os avanços recentes, destacam-se as terapias ortobiológicas, que utilizam componentes biológicos do próprio paciente para modular a inflamação e favorecer um ambiente mais saudável na articulação.

Um exemplo é o MFAT (Microfragmented Adipose Tissue), técnica que utiliza tecido adiposo processado para preservar células e fatores com potencial regenerativo. Esse material é aplicado no joelho com o objetivo de reduzir a inflamação e melhorar a função articular.

Embora não represente uma cura, a proposta dessas terapias é aliviar sintomas e, em casos selecionados, retardar a progressão da doença.

Nem todo caso precisa de prótese

A indicação de cirurgia depende de múltiplos fatores, como idade, grau de desgaste da cartilagem, intensidade da dor e nível de atividade do paciente.

Nos estágios iniciais ou moderados, abordagens combinadas podem manter a articulação funcional por muitos anos. Já nos casos avançados, a prótese continua sendo uma solução eficaz para recuperar mobilidade e qualidade de vida.

Nova realidade no cuidado com o joelho

O principal avanço está na existência de um caminho intermediário entre a dor persistente e a cirurgia imediata. Com diagnóstico precoce, acompanhamento especializado e uso criterioso das novas terapias, muitos pacientes conseguem adiar procedimentos invasivos e manter uma vida ativa.

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