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Nova fase do Desenrola pode atingir quem nunca ficou inadimplente

por | maio 7, 2026 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (6) que o governo federal estuda lançar uma nova etapa do Desenrola Brasil. Desta vez, o foco será um público que ficou fora das fases anteriores: trabalhadores informais que estão com as contas em dia, mas enfrentam dívidas com juros elevados.

A declaração foi feita durante o programa Bom Dia, Ministro. Segundo Durigan, a nova fase pode ser anunciada entre o fim de maio e o início de junho.

Novo foco: quem paga caro mesmo sem estar inadimplente

De acordo com o ministro, o objetivo é atingir trabalhadores informais que, apesar de manterem seus compromissos financeiros em dia, enfrentam dificuldades no acesso ao crédito tradicional. Esse grupo costuma arcar com taxas de juros mais altas justamente por não possuir renda fixa mensal — uma característica comum no mercado informal brasileiro.

“O informal no país não tem renda fixa por mês e é quem mais toma juros caros”, destacou Durigan.

A proposta amplia o alcance do Desenrola, lançado em 2023 para renegociação de dívidas de inadimplentes, incluindo agora um perfil que não está negativado, mas ainda assim sofre com o custo elevado do crédito.

Sem incentivo ao perdão de dívidas

Durigan reforçou que a iniciativa não pretende estimular uma cultura de perdão de dívidas. Segundo ele, a medida busca responder ao cenário econômico recente, especialmente ao aumento das taxas de juros ao longo de 2024, que encareceu financiamentos e empréstimos.

A nova fase deverá ter caráter temporário, com previsão inicial de funcionamento por cerca de 90 dias.

Estratégia econômica e inclusão financeira

A possível ampliação do Desenrola sinaliza uma tentativa do governo de promover maior inclusão financeira, oferecendo condições mais justas de crédito a trabalhadores que hoje operam à margem do sistema tradicional.

Se confirmada, a medida pode impactar milhões de brasileiros que, mesmo organizados financeiramente, acabam penalizados por condições de crédito mais restritivas.


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