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Mesmo banida, gordura trans “disfarçada” continua nos alimentos

por | maio 7, 2026 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Gordura hidrogenada: o perigo silencioso que ainda resiste na alimentação dos brasileiros

Mesmo após a proibição da gordura trans industrial no Brasil em 2023, um alerta importante permanece: a gordura hidrogenada ainda pode estar presente em diversos alimentos ultraprocessados consumidos diariamente pela população.

Considerada uma das substâncias mais prejudiciais à saúde cardiovascular, a gordura hidrogenada é a principal fonte de gordura trans industrial. Segundo a nutricionista Elaine Rodrigues, o composto não oferece qualquer benefício ao organismo e seus efeitos são acumulativos e silenciosos.

“O consumo excessivo aumenta o colesterol LDL (ruim) e reduz o HDL (bom), favorecendo o acúmulo de placas nas artérias”, explica. Esse processo eleva significativamente o risco de doenças graves como infarto e AVC.

Estudos publicados na Arquivos Latino-Americanos de Nutrição reforçam a relação direta entre o consumo de gorduras hidrogenadas e o aumento de doenças coronarianas.

Onde está o perigo?

Mesmo com restrições da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a presença da gordura hidrogenada pode passar despercebida. Isso ocorre porque a legislação permite pequenas quantidades por porção, o que possibilita que produtos rotulados como “0g de gordura trans” ainda contenham o ingrediente.

Por isso, especialistas alertam: a atenção deve estar na lista de ingredientes.

Termos como:

  • “gordura vegetal hidrogenada”
  • “gordura parcialmente hidrogenada”

indicam a presença da substância.

Alimentos que podem conter gordura hidrogenada

  • Biscoitos recheados e crackers
  • Pães industrializados e massas prontas
  • Pipoca de micro-ondas
  • Sorvetes industrializados
  • Margarinas e cremes vegetais
  • Molhos prontos e refeições congeladas

“Muitos desses alimentos passam uma imagem de inocentes, mas escondem gorduras prejudiciais”, destaca a nutricionista.

Impactos além do coração

Além dos riscos cardiovasculares, o consumo frequente pode causar:

  • Inflamação no organismo
  • Resistência à insulina
  • Aumento do risco de obesidade
  • Acúmulo de gordura abdominal
  • Prejuízos à saúde cerebral a longo prazo

A recomendação das autoridades de saúde é clara: o consumo deve ser o mais próximo possível de zero.

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