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Pressão alta em jovens dispara e médicos fazem alerta urgente sobre hábitos modernos

por | maio 18, 2026 | NOTÍCIAS, SAÚDE, SLIDER | 0 Comentários

Jovens hipertensos: doença silenciosa avança entre adolescentes e adultos e preocupa especialistas

Celebrado neste sábado (17), o Dia Mundial da Hipertensão chama atenção para uma doença considerada silenciosa, mas extremamente perigosa. Antes associada principalmente à população mais velha, a hipertensão arterial tem avançado cada vez mais entre adolescentes e jovens adultos, impulsionada por hábitos de vida inadequados, sedentarismo, obesidade e alimentação rica em produtos ultraprocessados.

Dados da pesquisa National Health and Nutrition Examination Survey revelam que 7,3% dos estadunidenses entre 18 e 39 anos já convivem com hipertensão, enquanto outros 26,9% apresentam pressão arterial elevada. No Brasil, o cenário também preocupa: cerca de um em cada quatro adultos possui a condição, segundo levantamentos nacionais de saúde.

Especialistas alertam que a hipertensão pode evoluir durante anos sem apresentar sintomas claros, aumentando o risco de complicações graves como infarto, AVC, insuficiência cardíaca e problemas renais.

O coordenador de cardiologia da Rede Total Care, Felipe Malafaia, explicou em entrevista à CNN Brasil que a hipertensão costuma agir de forma silenciosa.

“Os sintomas da hipertensão geralmente são inexistentes na maior parte dos casos. Quando aparecem, costumam ser inespecíficos, como sensação de peso na cabeça, cefaleia leve e episódios de vertigem”, destacou o cardiologista.

Segundo o especialista, justamente pela ausência de sinais evidentes, o monitoramento da pressão arterial deve fazer parte da rotina médica, inclusive entre pacientes jovens.

Hipertensão entre jovens acende alerta

O aumento dos casos em adolescentes e adultos jovens preocupa médicos porque, nessa faixa etária, é necessário investigar possíveis causas secundárias da doença, como alterações hormonais ou problemas vasculares.

Malafaia explicou que, nos casos de hipertensão primária — mais comum também em adultos —, os fatores ligados ao estilo de vida exercem grande influência.

“O aumento dos casos de hipertensão entre jovens reflete diretamente as mudanças no estilo de vida observadas nos últimos anos. A população está cada vez mais sedentária e exposta a uma alimentação inadequada”, afirmou.

O consumo frequente de alimentos ultraprocessados, ricos em sódio, aparece como um dos principais vilões. Além disso, noites mal dormidas, excesso de estresse, obesidade e baixa prática de atividades físicas agravam ainda mais o cenário.

Obesidade e hipertensão têm forte ligação

Outro ponto destacado pelo especialista é a relação direta entre obesidade e pressão alta. Segundo ele, quanto maior o Índice de Massa Corporal (IMC), maior a tendência ao desenvolvimento da hipertensão.

Estudos indicam que a perda de peso pode reduzir significativamente os níveis da pressão arterial. De acordo com Malafaia, pacientes podem registrar redução média de até 8 mmHg a cada 10 quilos perdidos.

Apesar disso, ele reforça que fatores genéticos também influenciam o quadro clínico. Pessoas com histórico familiar de hipertensão precisam ter atenção redobrada, embora mudanças nos hábitos possam ajudar no controle da doença e até reduzir a necessidade de medicação em alguns casos.

Como identificar a hipertensão?

Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações cardiovasculares. Entre os principais exames e avaliações recomendados estão:

  • Aferição regular da pressão arterial
  • Avaliação de colesterol e triglicérides
  • Glicemia em jejum
  • Índice de Massa Corporal (IMC)
  • Medição da circunferência abdominal
  • Avaliação dos hábitos de vida
  • Eletrocardiograma, quando indicado pelo médico

Os médicos também alertam que a prevenção continua sendo a principal arma contra a hipertensão. Alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos, controle do peso, redução do consumo de sal e acompanhamento médico podem fazer diferença significativa na saúde cardiovascular.

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