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H&M abandona pronúncia internacional e vira “agá e ême” para conquistar brasileiros

por | maio 25, 2026 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

A gigante sueca do varejo de moda H&M decidiu mudar oficialmente sua estratégia de comunicação no Brasil e passou a incentivar a pronúncia “agá e ême” entre consumidores brasileiros. A medida representa uma adaptação cultural da marca para ampliar sua identificação com o público nacional e acelerar seu crescimento no país.

A mudança marca um novo momento da varejista no mercado brasileiro. Segundo a empresa, o maior desafio da operação local não estava relacionado ao preço das peças ou à qualidade dos produtos, mas sim ao reconhecimento da marca entre os consumidores brasileiros.

De acordo com executivos da operação nacional, a companhia percebeu que uma parcela significativa do público brasileiro nunca teve contato direto com a marca em viagens internacionais, algo comum em países onde a H&M já possui forte presença consolidada. Com isso, a empresa entendeu que precisava praticamente “se apresentar do zero” ao consumidor brasileiro.

A estratégia vai além da simples mudança de pronúncia. A operação da H&M no Brasil passou a investir em promotores ativos dentro das lojas físicas, focados em apresentar a marca, explicar os produtos e aproximar o consumidor da identidade da empresa.

Além disso, a varejista acelerou seus planos de expansão nacional. Depois de iniciar operações em grandes centros, a empresa mira novas praças estratégicas, como Rio de Janeiro e Porto Alegre, enquanto reforça investimentos em logística e no comércio eletrônico nacional.

A decisão também revela um processo profundo de adaptação cultural ao mercado brasileiro. A empresa afirmou que precisou rever expectativas e entender particularidades do varejo local, incluindo comportamentos sazonais de consumo. Um dos aprendizados destacados pela marca foi a percepção de que o comércio brasileiro tradicionalmente ganha força apenas após o Carnaval, período considerado um divisor importante para o consumo no país.

Especialistas do setor avaliam que o movimento demonstra como multinacionais estão cada vez mais dispostas a “abrasileirar” suas estratégias para ganhar competitividade. Em vez de impor uma identidade global padronizada, empresas internacionais vêm buscando regionalizar comunicação, linguagem e experiência de compra para gerar maior conexão emocional com os consumidores.

A H&M é considerada uma das maiores redes de fast fashion do mundo e disputa espaço globalmente com gigantes como Zara, Shein e Uniqlo. No Brasil, o mercado é altamente competitivo e possui forte presença de marcas nacionais já consolidadas no varejo de moda.

A adaptação da pronúncia para “agá e ême” acabou chamando atenção nas redes sociais e gerando debates entre consumidores, divididos entre considerar a estratégia inteligente ou enxergá-la como uma descaracterização da identidade internacional da marca.

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