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USP cria técnica sem agulhas que promete rejuvenescer a pele com ácido hialurônico e laser

por | maio 28, 2026 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) estão desenvolvendo uma nova alternativa para tratamentos estéticos de rejuvenescimento facial que pode mudar a forma como procedimentos com ácido hialurônico são realizados no futuro. O estudo apresenta uma metodologia não invasiva que combina ácido hialurônico tópico com ondas de choque de alta intensidade e alta frequência produzidas por feixes de luz, sem necessidade de agulhas.

A pesquisa, intitulada “New Non-Invasive Method with Hyaluronic Acid for Skin Rejuvenation – A Pilot Study”, foi liderada pelo professor e pesquisador do Instituto de Física de São Carlos da USP, Prof. Dr. Vanderlei Salvador Bagnato, e conduzida na Unidade de Terapia Fotodinâmica da Santa Casa de Misericórdia de São Carlos (UTF-SCMSC).

O trabalho avaliou 55 mulheres com idades entre 35 e 82 anos, submetidas a três sessões de tratamento com intervalo de sete dias entre elas. Segundo os pesquisadores, os resultados mostraram melhora significativa na hidratação da pele, redução de rugas e aumento da firmeza facial, sem dor e sem complicações clínicas frequentemente associadas aos procedimentos tradicionais de aplicação injetável.

A principal inovação da técnica está na forma como as ondas de choque são produzidas. Diferentemente dos métodos convencionais, que utilizam transdutores mecânicos, a nova tecnologia utiliza pulsos de laser capazes de gerar ondas ultrassônicas de alta frequência. Esse mecanismo favorece a permeação do ácido hialurônico em camadas mais profundas da pele sem a necessidade de perfurações.

Durante o estudo, as participantes foram divididas em seis grupos distintos, utilizando diferentes protocolos. Alguns grupos receberam apenas o tratamento com o equipamento, outros apenas o ácido hialurônico tópico e parte delas realizou a combinação entre os dois métodos. As análises envolveram registros fotográficos, medição da umidade da pele, contagem de rugas e questionários de satisfação das pacientes.

Os cientistas destacam que o objetivo da pesquisa foi buscar uma alternativa mais confortável e segura para pacientes que desejam tratamentos estéticos menos invasivos. O ácido hialurônico já é amplamente utilizado na medicina estética devido à sua capacidade de retenção de água e melhora da elasticidade cutânea, mas normalmente depende de aplicações injetáveis para atingir camadas mais profundas da pele.

Embora os resultados iniciais sejam considerados promissores, os autores reforçam que o estudo ainda está em fase piloto. Novas pesquisas com grupos maiores, acompanhamento prolongado e protocolos clínicos mais amplos ainda serão necessárias para confirmar a eficácia da técnica e permitir futura ampliação do uso na medicina estética.

O estudo também reforça o avanço da pesquisa brasileira em tecnologias aplicadas à saúde e à estética, especialmente em áreas que buscam procedimentos menos agressivos, com menor tempo de recuperação e redução de riscos clínicos.

A expectativa é que, caso os resultados sejam confirmados em pesquisas futuras, a técnica possa abrir caminho para novos tratamentos faciais sem agulhas, unindo tecnologia laser, fotomedicina e ativos dermatológicos de forma mais confortável aos pacientes.

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