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Anvisa aprova Ozivy, primeira semaglutida nacional da EMS após queda da patente do Ozempic no Brasil

por | maio 28, 2026 | NOTÍCIAS, SAÚDE, SLIDER | 0 Comentários

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Ozivy, medicamento à base de semaglutida fabricado pela farmacêutica brasileira EMS. A decisão marca um momento histórico no mercado farmacêutico nacional: trata-se da primeira aprovação de um concorrente nacional da substância após o encerramento da patente da Novo Nordisk no Brasil.

A semaglutida ganhou notoriedade mundial nos últimos anos por ser o princípio ativo de medicamentos como Ozempic, indicado para diabetes tipo 2, e Wegovy, aprovado para o tratamento da obesidade. O composto se tornou um dos mais desejados do mercado farmacêutico devido aos resultados expressivos na redução de peso corporal e no controle glicêmico.

Desde o fim da patente da Novo Nordisk, em março deste ano, diversas empresas passaram a disputar espaço em um mercado bilionário que movimenta a indústria farmacêutica global. Especialistas estimam que o segmento das chamadas “canetas emagrecedoras” deve continuar em forte expansão nos próximos anos, impulsionado pelo aumento dos casos de obesidade e diabetes tipo 2 em todo o mundo.

A aprovação do Ozivy ocorre após meses de avaliação técnica da Anvisa. Em abril, a agência havia negado alguns pedidos relacionados à semaglutida por falhas documentais e ausência de comprovação adequada de requisitos técnicos exigidos para o registro sanitário. O caso chamou atenção do setor farmacêutico, já que havia uma expectativa elevada em torno da entrada de novos concorrentes no mercado brasileiro.

Apesar da autorização regulatória, a EMS ainda não divulgou a data oficial de lançamento do Ozivy nas farmácias. Antes da comercialização, a empresa precisa concluir etapas estratégicas, como definição de preço, produção dos primeiros lotes industriais, logística de distribuição e negociação com redes farmacêuticas.

A expectativa do mercado é que a entrada de medicamentos concorrentes possa ampliar o acesso à semaglutida no Brasil, principalmente diante do alto custo das versões atualmente disponíveis. Hoje, tratamentos com Ozempic e Wegovy podem ultrapassar milhares de reais por mês, dependendo da dose e da frequência de uso.

Além do impacto comercial, a aprovação do Ozivy reforça a corrida da indústria farmacêutica nacional por medicamentos biotecnológicos e produtos de alta demanda. A EMS passa a ocupar uma posição estratégica em um dos segmentos mais lucrativos e competitivos da medicina moderna.

Mesmo com o avanço, médicos alertam que a semaglutida deve ser utilizada apenas com acompanhamento profissional. O medicamento pode causar efeitos colaterais gastrointestinais, alterações metabólicas e contraindicações específicas, especialmente em pacientes com determinadas condições clínicas.

Nos últimos anos, a popularização das canetas emagrecedoras também gerou debates sobre uso indiscriminado, automedicação e desabastecimento para pacientes diabéticos, cenário que levou órgãos reguladores e sociedades médicas a reforçarem orientações sobre o uso responsável da substância.

Com a aprovação do Ozivy, o mercado brasileiro entra oficialmente em uma nova fase da disputa pela semaglutida, abrindo espaço para maior concorrência, possível redução de preços e expansão do acesso ao tratamento nos próximos meses.

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