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Caneta emagrecedora brasileira ganha preço oficial e pode custar até 30% menos que Ozempic

por | jun 2, 2026 | NOTÍCIAS, SAÚDE, SLIDER | 0 Comentários

ANVISA define teto de preço para primeira caneta emagrecedora brasileira e medicamento pode custar até 30% menos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) definiu o preço máximo da primeira caneta emagrecedora brasileira produzida com semaglutida sintética. O medicamento, chamado Ozivy, será fabricado pela farmacêutica EMS após o fim da patente do Ozempic no Brasil, derrubada oficialmente em março deste ano.

A definição do teto representa um passo importante para a chegada do produto ao mercado nacional e pode ampliar o acesso aos medicamentos da categoria GLP-1, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”. Esses medicamentos são utilizados principalmente no tratamento da diabetes tipo 2, mas também ganharam notoriedade nos últimos anos pelo auxílio na perda de peso.

Segundo o parecer divulgado pela Anvisa, o valor máximo autorizado será de R$ 803,44 para a embalagem contendo uma caneta na dosagem de 1,34 mg/ml. Já as embalagens com duas unidades poderão chegar a R$ 1.606,88.

Apesar do limite estabelecido, o preço final nas farmácias ainda será definido pela EMS. Recentemente, o vice-presidente da farmacêutica, Marcus Sanchez, afirmou que a expectativa da empresa é comercializar o produto com valor até 30% inferior ao das principais opções atualmente disponíveis no mercado.

A aprovação do Ozivy aconteceu em maio deste ano, após a Anvisa autorizar a fabricação nacional da semaglutida sintética. O pedido de registro havia sido protocolado pela EMS ainda em 2023, antes mesmo da queda definitiva da patente do Ozempic.

No documento técnico, a Anvisa informou que utilizou como referência os medicamentos Ozempic e Extensior para calcular o teto de preço, levando em consideração a mesma indicação terapêutica e posologia aprovadas em bula.

Os valores divulgados ainda não incluem o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), cuja alíquota varia de acordo com cada estado brasileiro, o que pode impactar diretamente no preço final ao consumidor.

A chegada de versões nacionais da semaglutida vem sendo acompanhada com atenção pelo setor farmacêutico e pelo mercado da saúde. Especialistas apontam que a concorrência pode ajudar a reduzir custos e ampliar o acesso ao tratamento, principalmente diante da alta demanda por medicamentos da classe GLP-1 nos últimos anos.

Ao mesmo tempo, médicos reforçam que o uso dessas medicações deve ocorrer apenas com acompanhamento profissional, já que o uso indiscriminado pode causar efeitos colaterais e complicações de saúde.

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