A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (9), a Operação Assédio, para investigar crimes de stalking e violência política de gênero contra a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) e a deputada federal Silvye Alves (União Brasil-GO). O suspeito, um homem de 31 anos, morador de Duque de Caxias (RJ), teria enviado mensagens de cunho sexual e ameaças às parlamentares.
O caso
De acordo com as investigações, o investigado enviava mensagens de conteúdo sexual explícito e fotos íntimas às vítimas. Em novembro de 2024, Soraya chegou a receber três imagens acompanhadas de mensagens em que o homem dizia querer “namorar” e a chamava de “mãe”. Já a deputada Silvye recebeu imagens pornográficas em seu e-mail funcional da Câmara.
Além do assédio, o suspeito também teria ameaçado a senadora com frases como “quebrar quatro costelas”. O caso foi denunciado à Polícia Legislativa e formalizado junto à Advocacia Legislativa e à Polícia Federal.
Ação da PF
Na manhã desta segunda, agentes federais cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do suspeito, no Rio de Janeiro. A Justiça ainda autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático, além do acesso às senhas dos equipamentos apreendidos.
Entre as medidas cautelares, o homem está proibido de acessar a internet, de contatar as vítimas e de deixar a região metropolitana do Rio sem autorização judicial.
Repercussão
Em nota, a assessoria da senadora Soraya Thronicke informou que ela não foi previamente comunicada da operação, mas ressaltou a confiança no trabalho da PF. Soraya destacou que sofre ataques recorrentes e reforçou a necessidade de o Legislativo fortalecer a Lei do Stalking (Lei nº 14.132/2021).
A deputada Silvye Alves também confirmou ser alvo do mesmo homem e afirmou que “isso não vai ficar impune”. Ela usou as redes sociais para expor o caso e cobrar rigor nas investigações.
Contexto político
O episódio reacende o debate sobre a violência de gênero na política brasileira. Casos como o de Soraya e Silvye evidenciam a vulnerabilidade das mulheres em cargos públicos, frequentemente atacadas com mensagens sexistas e ameaças, que vão além da crítica política e assumem caráter criminoso.









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