FIT 2025 aposta em transporte gratuito e Libras para ampliar público em Dourados
O Festival Internacional de Teatro de Dourados (FIT) chega em 2025 com a proposta mais democrática de sua história. Celebrando os 20 anos da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), o evento terá ingresso 100% gratuito e duas iniciativas inéditas para garantir acessibilidade e inclusão: transporte gratuito para o campus e interpretação em Libras em sete apresentações.
Transporte gratuito para os espetáculos nacionais
A distância entre o centro e o Auditório Central da UFGD sempre foi um desafio para o público. Para eliminar essa barreira, a organização firmou parceria com a Ditran (Divisão de Transportes da UFGD). Dois ônibus sairão diariamente às 19h da Unidade 1 (antigo CEUD) e da Praça Antônio João, no centro, com destino ao campus da Unidade 2. O retorno será logo após as apresentações.
Três grandes espetáculos nacionais estão confirmados no Auditório Central:
- “In On It” (18/09)
- “Neva” (21/09)
- “Tom na Fazenda” (24/09)
“O grande objetivo do FIT é oportunizar que o máximo de pessoas esteja presente, frua essa arte e tenha acesso a espetáculos de altíssima qualidade. Essa é uma forma de formar público e transformar o cenário cultural da cidade”, destaca Gil Esper, coordenador de Cultura da UFGD.
Acessibilidade em Libras: um marco histórico
Além do transporte, o festival garante acessibilidade em Libras para a comunidade surda em sete atrações, incluindo a abertura e o show de encerramento com Letrux.
A medida segue a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e representa um avanço histórico. Para Ana Paula Fernandes, professora surda da UFGD, “essa iniciativa resgata a comunidade surda de Dourados, que nunca teve chance de participação plena”.
Democratização da cultura
Com essas ações, o FIT 2025 reafirma sua missão de democratizar o acesso à arte e se consolida como um dos maiores fomentadores culturais de Mato Grosso do Sul. “Queremos que famílias, jovens e pessoas que nunca tiveram o hábito de ir ao teatro vivenciem essa experiência transformadora”, resume Gil Esper.










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