Campo Grande (MS) – A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) vive uma semana de celebração, arte e ancestralidade com o Festival Africanidades, que acontece de 3 a 7 de novembro. O evento marca a abertura oficial do Mês da Consciência Negra e é resultado de uma parceria entre a UFMS e o Instituto Projeto Livres, reconhecido por transformar vidas por meio da arte, educação e sustentabilidade.
A abertura, realizada na noite de ontem (3), no Teatro Glauce Rocha, emocionou o público com o espetáculo “Show Africanidades”, da Banda BatuqueCanta — grupo formado por alunos e educadores do Instituto. A apresentação uniu ritmos como coco, maracatu, samba-reggae, forró e baião, em um repertório que exalta a força da ancestralidade e a valorização da cultura negra.
“Quando o batuque ecoa, a gente se reconhece. É o som do pertencimento, da resistência e da alegria”, destacou a professora Rosimara Ribeiro, idealizadora do Instituto Projeto Livres.
O espetáculo também contou com performances do Coletivo Tarja Preta, com as artistas Eva Vilma e Carmem Lúcia, além do Desfile Afro Sustentável, que apresentou a Coleção Fashion Livres, assinada por mulheres da comunidade e mães de alunos do projeto.
Programação acadêmica começa hoje (4)
A partir de hoje, o festival entra em sua fase acadêmica, com palestras e rodas de conversa reunindo pesquisadores e convidados de 13 países africanos. Os debates abordarão temas como identidade, ancestralidade, educação e protagonismo negro nas artes e na ciência, em diferentes espaços da UFMS.
Paralelamente, o público pode visitar a exposição “Raízes em Movimentos”, do Coletivo Enegrecer, que celebra sete anos de atuação. A mostra está aberta na Galeria do Teatro Luís Felipe de Sousa e reúne obras de dez artistas que exploram a negritude sob diferentes linguagens e olhares.
Outro destaque é a gastronomia afro-brasileira, com o sabor inconfundível de Zezé do Acarajé e os quitutes e licores artesanais de Marileida, que levam um pouco da Bahia e da cultura afro para o campus da UFMS.
Encerramento celebra a força coletiva
O festival se encerra no dia 7 de novembro, na Concha Acústica da UFMS, com o Sarau “África na Concha”, das 17h às 19h30. O evento reunirá apresentações de Kelly Lopes, Preta Princesa, Associação Cultural Resiliência Capoeira, Liga Breaking e Fael Versos 67, além de um palco aberto para novos talentos.
A iniciativa integra o Projeto Som do Afoxé 2025, que oferecerá oficinas gratuitas de percussão sustentável para crianças e jovens das periferias de Campo Grande. O projeto é uma realização do Centro Cultural Instituto Projeto Livres, com investimento da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal e apoio da Prefeitura de Campo Grande, por meio da Fundac.
Informações:
Festival Africanidades
De 3 a 7 de novembro
UFMS – Campo Grande (MS)
Entrada gratuita
Foto: Roberto Kelsson









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