Em uma movimentação que desperta curiosidade nos corredores de Brasília, Rose Modesto, ex-superintendente regional de Desenvolvimento do Centro-Oeste e figura política de destaque em Mato Grosso do Sul, assume um papel estratégico como assessora do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
A trajetória de Rose é marcada por posições de relevância: de vereadora em Campo Grande a vice-governadora do Estado, passando por deputada federal e, mais recentemente, à frente da Sudeco, nomeada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa nomeação, embora tenha ampliado sua experiência no Executivo, também a colocou sob os holofotes durante a campanha eleitoral, quando adversários tentaram vinculá-la ao governo petista, visando afastar eleitores bolsonaristas.
Agora, como assessora de Alcolumbre, Rose encontra-se em uma posição que lhe permite navegar com discrição pelos meandros do poder legislativo, longe dos embates partidários acirrados. Ela enfatiza a importância de Mato Grosso do Sul ter representação em esferas decisórias nacionais.
Essa movimentação estratégica levanta questionamentos sobre os planos futuros de Rose. Enquanto ela expressa desejo de retornar à Câmara dos Deputados nas próximas eleições, há especulações de que o União Brasil possa alçá-la à disputa pelo Senado, fortalecendo o palanque do possível presidenciável do partido, Ronaldo Caiado.
Nos bastidores, a nomeação de Rose é vista como uma jogada calculada, permitindo-lhe manter-se relevante no cenário político nacional, ao mesmo tempo em que preserva sua imagem diante de uma polarização crescente. Sua habilidade em transitar entre diferentes espectros políticos sem se comprometer publicamente sugere uma estratégia de sobrevivência e ascensão política digna de atenção.









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