Alerta: Sono excessivo e sono insuficiente estão silenciosamente elevando o risco de ataques cardíacos e AVC em milhões de brasileiros
Dormir menos de seis horas por noite já era conhecido como prejudicial ao coração — mas agora a ciência alerta que dormir demais também pode ser um sinal de risco sério para a saúde cardiovascular. Estudos epidemiológicos recentes mostram que tanto a falta quanto o excesso de sono se associam a maior probabilidade de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outras doenças cardíacas, seguindo uma conhecida curva em “U” de risco — com menor risco em quem dorme idealmente entre 7 e 8 horas por noite.
Pesquisadores internacionais observam que adultos que dormem menos de seis horas ou mais de nove horas por noite possuem taxas significativamente maiores de eventos cardiovasculares quando comparados aos que mantêm um padrão de sono regular e equilibrado. Além disso, especialistas apontam que distúrbios do sono como apneia obstrutiva, ronco intenso e sono fragmentado amplificam ainda mais esses riscos, podendo elevar pressão arterial, desencadear inflamação e promover o acúmulo de placas nas artérias.
O cardiologista consultado ressalta que, diferente de outros fatores de risco tradicionais — como dieta e sedentarismo — o impacto do sono na saúde do coração é cumulativo e silencioso, podendo passar despercebido por anos antes de manifestações graves como infarto ou AVC ocorrerem. Dados populacionais ainda indicam que variações no horário de dormir e acordar — mesmo com duração adequada — podem aumentar risco de eventos cardiovasculares por desregular o relógio biológico.
Especialistas reforçam que a qualidade e a regularidade do sono contam tanto quanto o número de horas dormidas. Fragmentação do sono noturno e interrupções frequentes — comuns em casos de apneia — estão associadas a picos de pressão arterial e inflamação sistêmica, fatores diretamente ligados a doenças cardíacas.
Este alerta de saúde pública recomenda que adultos priorizem rotinas de sono consistentes, evitem estímulos como excesso de telas antes de dormir e busquem avaliação médica se notarem sintomas como ronco alto, pausas respiratórias, sonolência diurna intensa ou insônia persistente. O sono — agora um dos pilares reconhecidos da saúde cardiovascular — deve ser tratado como um componente essencial para reduzir o risco de doenças do coração.









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