Bruno Samudio, filho de Eliza Samudio com o ex-goleiro Bruno Fernandes, falou publicamente pela primeira vez sobre a tentativa frustrada de um encontro com o pai. O jovem, que atualmente atua como atleta sub-16 do Botafogo, se pronunciou nesta quinta-feira (15) durante entrevista ao programa Balanço Geral.
Segundo Bruninho, a iniciativa de aproximação nunca partiu dele. De acordo com o atleta, Bruno Fernandes o procura insistentemente há mais de três anos pelas redes sociais, pedindo uma oportunidade para contar sua versão dos fatos. Após conversar com familiares, o jovem decidiu aceitar a reunião como forma de colocar um ponto final na situação.
“Ele vem anos e anos me procurando e pedindo uma oportunidade para falar o que realmente aconteceu. Decidi com o pessoal da minha família fazer uma reunião para escutar o lado dele. Marcamos uma reunião e ele não compareceu, deu poucas explicações no dia”, relatou.
O jovem afirmou que ficou profundamente decepcionado com a ausência do pai, principalmente por ter aberto espaço para um diálogo que, segundo ele, não tinha como objetivo uma reaproximação afetiva, mas sim o encerramento das insistências.
“Achei isso uma sacanagem. Dei o direito de tentar escutá-lo, mas ele não quis. Agora eu quero os meus direitos, que são, no caso, os quatro anos de pensão alimentícia que ele está me devendo”, declarou.
Bruninho reforçou que sua decisão de aceitar o encontro foi motivada pela necessidade de dar fim aos pedidos recorrentes do goleiro. “Para matar logo isso, de tanto que ele fica falando que a gente não escuta o lado dele. Demos a oportunidade, mas ele não abraçou, não quis”, completou.
A avó materna do jovem, Sônia Moura, também se manifestou e afirmou que não permitirá qualquer aproximação entre Bruno Fernandes e o neto fora do âmbito judicial. Segundo ela, o episódio causou impacto emocional no adolescente, que chegou a apresentar febre na véspera da data marcada para o encontro.
“Se você quiser qualquer aproximação com o Bruninho, vai ser via judicial. Busca na Justiça, porque agora eu que não vou deixar. Sempre fui aberta, mas a partir de agora não”, afirmou Sônia.
O caso reacende o debate sobre responsabilidades parentais, direitos de pensão alimentícia e os impactos emocionais gerados por tentativas de reaproximação mal conduzidas.









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