Um crime brutal registrado em Maringá chocou moradores do norte do Paraná e ganhou repercussão nacional nesta semana. Um advogado criminalista, identificado como Rodrigo Gawlinski, é suspeito de matar o próprio cliente a facadas dentro de um apartamento na noite da última terça-feira (19). Após o crime, ele sofreu uma convulsão, precisou ser entubado e segue internado sob escolta policial.
Segundo relatos da família da vítima e informações divulgadas pela Polícia Militar, o advogado estava consumindo bebidas alcoólicas junto com o cliente quando começou a esmagar comprimidos de Ritalina para aspirar a substância. O medicamento, normalmente indicado para tratamento de TDAH, age como estimulante do sistema nervoso central e pode provocar efeitos severos quando utilizado de maneira inadequada.
De acordo com testemunhas, após consumir a droga, o suspeito teria apresentado um comportamento extremamente agressivo, entrando em um episódio de raiva intensa. A discussão evoluiu rapidamente e, em determinado momento, ele pegou uma faca na cozinha e começou a atacar o cliente. Mesmo após a vítima cair desacordada, os golpes continuaram.
A ex-companheira e a filha da vítima estavam no apartamento no momento do crime e tentaram conter o agressor. Conforme informações da Polícia Militar, o advogado ainda tentou atacar as duas mulheres, que conseguiram fugir. O ataque só teria sido interrompido quando uma delas atingiu o suspeito na cabeça utilizando uma panela de pressão.
Após o assassinato, o advogado tentou deixar o local, mas passou mal ainda no corredor do prédio. Ele sofreu uma convulsão e caiu antes de conseguir fugir. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram acionadas para prestar socorro. O suspeito precisou ser entubado e permanece hospitalizado em estado grave, sob escolta policial.
As investigações apontam que vítima e suspeito mantinham relação próxima há anos, além do vínculo profissional. A vítima respondia processos relacionados à Lei Maria da Penha e havia deixado a prisão recentemente.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Paraná, que deve ouvir testemunhas e aguardar a recuperação do suspeito para dar continuidade aos procedimentos legais. A Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná informou que acompanha o caso.









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