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Alerta ‘nem-nem’: 1 em cada 4 jovens brasileiros nem estuda e nem trabalha

por | nov 22, 2025 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Brasil tem 4ª maior taxa de jovens “nem-nem” entre países analisados pela OCDE, aponta Education at a Glance 2025

O Brasil voltou a aparecer em posição de destaque negativo no relatório Education at a Glance 2025, divulgado pela OCDE no dia 9 de setembro. O estudo mostra que o país possui 24% dos jovens entre 18 e 24 anos fora da escola e do mercado de trabalho — os chamados “nem estudam, nem trabalham”, ou simplesmente “nem-nem”.

O índice brasileiro supera com folga a média dos países da OCDE, atualmente em 14%, e coloca o Brasil na 4ª pior posição do ranking internacional. Apenas Costa Rica, África do Sul e Colômbia apresentam indicadores ainda mais graves.


Desigualdade, impacto psicológico e futuro comprometido

Segundo a OCDE, longos períodos de inatividade entre jovens ampliam desigualdades sociais e econômicas e estão relacionados a impactos significativos na saúde mental, como ansiedade, desengajamento e perda de motivação. A combinação de baixa escolaridade e ausência de experiência profissional também dificulta o retorno ao mercado de trabalho no futuro.

O relatório chama a atenção para a necessidade de políticas públicas urgentes que envolvam inclusão educacional, formação profissional e transição para o emprego.


Brasil entre os únicos países que usam apenas prova para ingresso no ensino superior

O documento coloca o Brasil em um grupo muito restrito: apenas cinco países utilizam exclusivamente provas acadêmicas como critério de entrada em universidades públicas.
Enquanto isso, 29 nações adotam processos mais amplos, que avaliam histórico escolar, projetos, experiências práticas e até competências socioemocionais.

Para especialistas, esse modelo brasileiro pode limitar possibilidades, reforçar desigualdades e reduzir o ingresso de estudantes com múltiplos talentos e trajetórias diversas.


Caminhos possíveis: cursos técnicos e integração com o setor produtivo

A OCDE recomenda que o Brasil amplie a oferta de cursos técnicos e profissionalizantes, revise seus métodos de acesso ao ensino superior e fortaleça parcerias entre escolas e empresas, criando trajetórias formativas mais conectadas com o mundo do trabalho.

O relatório destaca ainda o caso de Portugal como referência de política bem-sucedida. Ao diversificar seus cursos profissionais, o país aumentou a conclusão do ensino médio, ampliou oportunidades de emprego e impulsionou o empreendedorismo jovem.


Desafio brasileiro exige ação imediata

O número elevado de jovens desocupados coloca o Brasil diante de um desafio urgente. Sem políticas robustas, o país pode aprofundar desigualdades históricas e comprometer seu potencial econômico.

A OCDE reforça que investir em juventude é o único caminho para garantir crescimento sustentável, produtividade e coesão social nos próximos anos.

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