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Câncer colorretal poderá ser detectado em casa: teste simples analisa microbiota com 90% de precisão

por | out 29, 2025 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Pesquisadores da Universidade de Genebra criam método não invasivo que analisa a microbiota intestinal e promete revolucionar o diagnóstico precoce de doenças


O avanço

Cientistas da Universidade de Genebra (UNIGE) desenvolveram uma tecnologia inédita que usa inteligência artificial para analisar a microbiota intestinal — o conjunto de bactérias que habita o intestino — e identificar padrões associados ao câncer colorretal.

O método atingiu 90% de precisão ao detectar casos da doença em amostras de fezes, resultado muito próximo ao da colonoscopia tradicional (94%) e superior a qualquer exame não invasivo disponível hoje.


Como funciona

A equipe liderada pelo professor Mirko Trajkovski aplicou algoritmos de aprendizado de máquina em um banco de dados de microbiomas, buscando diferenças sutis entre subespécies bacterianas.
Essas variações microscópicas — muitas vezes imperceptíveis por técnicas convencionais — mostraram-se marcadores poderosos de alterações precoces no intestino.

Em outras palavras: as bactérias do intestino “denunciam” o câncer antes que ele se desenvolva.


Por que isso importa

O câncer colorretal é a segunda principal causa de morte por câncer no mundo, responsável por quase 1 milhão de óbitos por ano.
Apesar disso, os exames de triagem ainda enfrentam baixa adesão devido ao desconforto e ao custo da colonoscopia.

A nova tecnologia, ao transformar um simples exame de fezes em ferramenta de alta precisão, pode ampliar o acesso à prevenção e salvar milhares de vidas por meio do diagnóstico precoce.


Próximos passos

A pesquisa está em fase de ensaios clínicos, em parceria com os Hospitais Universitários de Genebra (HUG).
Os testes devem avaliar a eficácia do método em diferentes populações e estágios do câncer.

Segundo Trajkovski, o potencial vai além do câncer colorretal:

“O mesmo princípio poderá, em breve, ser aplicado para detectar outras doenças associadas ao microbioma intestinal”, afirma o pesquisador.


Impacto e futuro da medicina de precisão

Especialistas consideram o estudo um marco na medicina de precisão, área que usa dados biológicos e inteligência artificial para personalizar diagnósticos e tratamentos.
A expectativa é que, em poucos anos, exames de rotina possam incluir análises detalhadas da microbiota — transformando a forma como detectamos e prevenimos doenças.


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