O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria recebido uma proposta para firmar acordo de delação premiada, segundo informou o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. A movimentação, ainda tratada como possibilidade em apuração, teria ocorrido após a segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal no dia 14 de janeiro de 2026.
O que está em jogo
De acordo com as publicações que repercutem a nota do colunista, eventuais revelações em colaboração premiada poderiam atingir autoridades de alto escalão, ampliando o alcance político e institucional do caso. Até o momento, não há confirmação oficial de que Vorcaro tenha assinado acordo.
O que a PF investiga
A segunda fase da Compliance Zero mirou, segundo fontes ouvidas pela Reuters, Daniel Vorcaro e o empresário Nelson Tanure, com cumprimento de mandados de busca e apreensão no contexto do inquérito ligado ao Banco Master. As apurações envolvem suspeitas como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro, entre outras frentes.
Em nota oficial, a Polícia Federal não divulgou nomes; as informações com identificação dos alvos foram atribuídas a fontes a par do assunto.
Prisão na 1ª fase e medidas cautelares
Na primeira etapa da operação, em novembro de 2025, Vorcaro chegou a ser preso e depois liberado. A Reuters registrou que ele passou a responder em liberdade, com medidas cautelares, incluindo monitoramento por tornozeleira eletrônica, conforme relato citado por fontes e defesa.
Liquidação do Banco Master e risco ao FGC
O caso ganhou dimensão no mercado porque o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master, encerrando a operação do banco. Em paralelo ao processo de desmonte, a discussão sobre impacto ao sistema inclui o potencial acionamento do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) — mecanismo que cobre produtos elegíveis dentro das regras vigentes.
A Reuters reportou que, apesar de o banco ter participação pequena no sistema, a forma de captação e a exposição criada no mercado fizeram o caso atingir uma escala relevante, com valores bilionários em potenciais ressarcimentos ligados ao processo de liquidação.
Pressão e disputa institucional no “pós-liquidação”
Outro eixo sensível é a disputa sobre documentos e condução do processo. A Reuters noticiou que o Banco Central pediu ao TCU que decisões sobre inspeção de documentos relacionados à liquidação fossem avaliadas pelo plenário, após despacho individual que gerou reação no mercado.
Próximos passos
A investigação entra agora em fase de aprofundamento probatório após as novas buscas, enquanto a hipótese de delação — se avançar — pode acelerar desdobramentos e abrir novas linhas de apuração. Do lado financeiro, o mercado acompanha o andamento da liquidação e eventuais efeitos sobre credores e investidores cobertos pelo FGC, além de impactos reputacionais no setor.
O que diz a defesa / posicionamentos
Até a última atualização das reportagens citadas acima, não havia confirmação pública de acordo de colaboração. O caso segue em apuração e pode ter novos desdobramentos com a tramitação judicial e o avanço do inquérito.









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