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Dentistas alertam: bactéria da gengiva pode atingir o cérebro e aumentar o risco de AVC

por | dez 4, 2025 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Má saúde bucal pode aumentar em até 86% o risco de AVC, aponta estudo

Campo Grande (MS) — Manter a saúde bucal em dia pode salvar vidas. Uma pesquisa publicada na revista Neurology revelou que cáries e doenças na gengiva estão associadas a um aumento de até 86% no risco de AVC isquêmico, o tipo mais comum e perigoso. O estudo acompanhou mais de 5 mil adultos por duas décadas — todos sem histórico prévio de AVC — e identificou que 10% dos participantes com cáries e doença periodontal sofreram um episódio, enquanto apenas 4% daqueles com boa saúde bucal apresentaram o problema.

Os pesquisadores também identificaram uma ligação direta entre má saúde oral e maior risco cardiovascular. Indivíduos com doença periodontal apresentaram 36% mais chances de infartos e outros eventos cardíacos, reforçando o impacto sistêmico das inflamações que começam na boca.

Segundo o dentista Cristiano Demartini, CEO da Odontotop, o processo inflamatório é o principal vilão.

“As inflamações que começam na boca não ficam restritas à cavidade oral. Elas afetam todo o organismo e contribuem para estreitamento das artérias, alterações vasculares e maior risco de doenças cardíacas e cerebrovasculares. A boca se torna um marcador da saúde geral.”

A doença periodontal, por ser crônica, facilita a entrada de bactérias na corrente sanguínea, estimulando processos como a aterosclerose — acúmulo de placas que podem obstruir artérias e causar infartos ou AVCs.

Consultas ao dentista reduzem drasticamente o risco

Outro dado importante do estudo aponta que visitas regulares ao dentista têm efeito protetor significativo:

  • 81% menos chance de desenvolver gengivite associada a cáries;
  • 29% menos chance de apresentar doença gengival isolada.

Os especialistas alertam que o cuidado deve ser ainda mais rigoroso em pessoas com histórico familiar de doenças cardíacas, diabetes ou hipertensão.

Impacto neurológico também preocupa

A relação entre boca e cérebro vem sendo cada vez mais estudada. Pesquisas recentes reforçam que bactérias orais podem estar envolvidas em doenças neurodegenerativas.
Um estudo publicado na Science Advances encontrou a bactéria Porphyromonas gingivalis — comum em quadros de periodontite — no cérebro de pacientes com Alzheimer. Outro estudo, divulgado na Nature, relacionou doença periodontal ao Parkinson, possivelmente devido à inflamação crônica causada por bactérias orais.

Para a cirurgiã-dentista Bruna Conde, entender essa relação é fundamental:

“A conexão entre saúde bucal e saúde neurológica está cada vez mais evidente. A prevenção oral precisa ser tratada como parte da saúde integral.”

Prevenção é o melhor caminho

Escovação correta, uso diário de fio dental, visitas frequentes ao dentista, diagnóstico precoce e tratamento adequado são considerados os pilares para reduzir inflamações na cavidade oral e, consequentemente, os riscos sistêmicos.

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