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Diferença brutal: salário de quem tem faculdade é quase 3 vezes maior que o dos demais

por | nov 25, 2025 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Salário de trabalhadores sem ensino superior equivale a apenas 34,6% da remuneração de quem tem diploma, aponta IBGE

Apesar do aumento real de 2% no salário médio em 2023, desigualdade entre profissionais com e sem nível superior permanece elevada.


Crescimento no emprego formal, mas com desigualdade persistente

O mercado de trabalho brasileiro encerrou 2023 com avanços relevantes. Segundo dados das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgadas pelo IBGE, houve aumento no número de contratações formais e um ganho real de 2% no salário médio mensal, corrigido pela inflação.

O levantamento mostra que o país registrou mais dinamismo empresarial, chegando a 10 milhões de empresas ativas, número 6,3% superior ao registrado em 2022.


Abismo salarial entre profissionais com e sem diploma

Apesar do cenário positivo na geração de empregos, a disparidade salarial permanece profunda. Os trabalhadores sem ensino superior receberam, em média, R$ 2.587,52 em 2023.

Já os profissionais com ensino superior alcançaram remuneração média de R$ 7.489,16, quase três vezes mais que aqueles sem graduação. Isso significa que um trabalhador sem curso superior ganhou apenas 34,6% do rendimento de quem possui diploma universitário.


Concentração de renda entre os mais escolarizados

O IBGE também destaca que apenas 23,6% dos assalariados têm ensino superior completo. A ampla maioria, 76,4%, não chegou a esse nível educacional, o que evidencia a concentração de rendimentos entre um grupo reduzido de trabalhadores mais qualificados.


O que os dados revelam

Os números do CEMPRE reforçam um fenômeno já conhecido, mas ainda pouco combatido: a escolaridade segue sendo um dos principais fatores de diferenciação salarial no Brasil.

Mesmo com avanço na remuneração média e maior número de contratações, o mercado formal continua marcado por fortes desigualdades estruturais, especialmente relacionadas ao nível de instrução.


Debate necessário

Especialistas apontam que, embora o diploma não seja o único determinante da renda, ele permanece como um dos principais elementos que influenciam oportunidades, mobilidade social e acesso a salários mais elevados.

Os dados do IBGE acendem um alerta para políticas públicas de educação e qualificação profissional, essenciais para reduzir o abismo entre diferentes grupos de trabalhadores.

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