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Educação custa caro: 84% das famílias precisam cortar lazer e alimentação para pagar material escolar

por | jan 2, 2026 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Gastos com material escolar pesam no bolso de 88% das famílias brasileiras, aponta pesquisa

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro revelou que os gastos com material escolar continuam sendo um grande desafio para as famílias brasileiras. De acordo com o levantamento, 88% dos pais e responsáveis com filhos em idade escolar afirmam que as despesas com itens escolares impactam diretamente o orçamento familiar.

O estudo ainda mostra que, para 84% dos entrevistados, o custo com material interfere em outras áreas essenciais do dia a dia, como alimentação, lazer e pagamento das contas mensais. Em 52% das famílias, esse impacto é classificado como “bem grande”, evidenciando o peso dessa demanda financeira no início do ano letivo.

Apesar disso, o compromisso com a educação prevalece. Nove em cada dez brasileiros declararam que pretendem comprar novos materiais escolares em 2024, incluindo uniformes e livros didáticos. Ao mesmo tempo, a pesquisa aponta uma forte tendência de reaproveitamento: oito em cada dez famílias afirmaram que irão reutilizar itens do ano anterior, como mochilas, estojos e até cadernos parcialmente usados, como forma de aliviar o orçamento doméstico.

Outro destaque do estudo é o comportamento de compra. Cerca de 45% dos entrevistados ainda preferem as lojas físicas como principal canal de aquisição de materiais escolares. Além disso, 90% afirmam que costumam comparar preços em diferentes estabelecimentos antes de fechar a compra, demonstrando maior cautela e planejamento financeiro. Para 56% dos pais, a lista solicitada pelas escolas é considerada adequada.

Participação das crianças influencia nas decisões

A pesquisa revelou ainda um fator comportamental relevante: a forte participação das crianças e adolescentes no processo de compra. Em 92% das famílias, os filhos participam da escolha dos produtos e, em 45% desses casos, eles definem a maior parte dos itens adquiridos. Entre jovens de 11 a 14 anos, esse índice sobe para 95%, reforçando a influência dessa faixa etária nas decisões de consumo.

Os dados evidenciam um cenário em que educação, planejamento financeiro e comportamento de compra se conectam diretamente, mostrando que, embora o custo seja alto, o investimento em educação continua sendo prioridade para a maior parte das famílias brasileiras.

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