Data Atual

Data:

Ouça aqui a rádio DNA67

topo_posts

Empresário acusado de liderar esquema bilionário do PCC ostentava perfil de CEO no LinkedIn

por | ago 28, 2025 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Megaoperação desarticula esquema bilionário do PCC no setor de combustíveis

Uma megaoperação nacional, batizada de Carbono Oculto, mirou nesta quinta-feira (28) um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro comandado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis, açúcar e álcool. A ação mobilizou 1.400 agentes em oito estados e busca desarticular uma rede que teria sonegado mais de R$ 7,6 bilhões em impostos.

O comando da quadrilha

De acordo com as investigações, o esquema era liderado por Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “primo” ou “João”, e por Roberto Augusto Leme da Silva, apelidado de “Beto louco”.
Mohamad é apontado como epicentro das operações, articulando empresas que iam desde usinas e distribuidoras até postos de combustíveis. Ele também se apresentava como CEO da G8LOG no LinkedIn e consultor da Copape, empresas que teriam sido usadas para fraudes fiscais e lavagem de capitais.

Estrutura do esquema

O grupo atuava em toda a cadeia produtiva de combustíveis:

  • importação irregular de produtos químicos,
  • adulteração de combustíveis,
  • manipulação de preços,
  • falsificação de documentos,
  • uso de fundos de investimento para ocultar patrimônio.

A rede envolvia familiares, sócios e profissionais cooptados, além de empresas como Aster e Copape, utilizadas em operações fraudulentas. Somente em São Paulo, estima-se que 30% dos postos possam estar envolvidos em adulterações — cerca de 2.500 estabelecimentos.

O braço financeiro

As investigações revelaram ainda a utilização de 40 fundos de investimentos, com patrimônio de cerca de R$ 30 bilhões, para blindar bens e lavar dinheiro. Entre as empresas investigadas estão:

  • Grupo Aster/Copape – usinas, distribuidoras e postos;
  • BK Bank – fintech usada em movimentações sigilosas;
  • Reag – fundo de investimento para compra de empresas e proteção patrimonial.

Histórico criminal

Mohamad já havia sido denunciado em 2023 por sonegação de impostos e adulteração de bombas de combustível, quando controlava mais de 50 postos em nome de laranjas. Em 2018, já respondia na Justiça por falsidade ideológica e fraude no setor.

A defesa dos investigados não foi localizada até o momento.

final_texto_post

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

/*** Collapse the mobile menu - WPress Doctor ****/