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Estudo da American Heart Association alerta: melatonina pode aumentar em até 90% o risco de insuficiência cardíaca

por | jan 17, 2026 | NOTÍCIAS, SAÚDE, SLIDER | 0 Comentários

Uso prolongado de melatonina pode elevar risco de insuficiência cardíaca, aponta estudo preliminar

Um estudo preliminar apresentado durante a reunião científica anual da American Heart Association (AHA) acendeu um alerta sobre o uso prolongado da melatonina, suplemento amplamente utilizado para o tratamento de distúrbios do sono. A pesquisa analisou dados de saúde de mais de 130 mil adultos diagnosticados com insônia crônica e identificou uma associação significativa entre o uso contínuo da substância e o aumento do risco de problemas cardíacos graves.

De acordo com os pesquisadores, indivíduos que fizeram uso de melatonina por um ano ou mais apresentaram um risco cerca de 90% maior de desenvolver insuficiência cardíaca ao longo de um período de cinco anos, quando comparados àqueles que não utilizaram o suplemento. Além disso, o grupo que consumiu melatonina registrou maiores taxas de hospitalização por complicações cardiovasculares e aumento da mortalidade por todas as causas.

Metodologia e alcance do estudo

A análise foi baseada em registros eletrônicos de saúde, acompanhando pacientes adultos com histórico de insônia crônica. Os pesquisadores observaram desfechos clínicos relevantes, como desenvolvimento de insuficiência cardíaca, internações hospitalares relacionadas ao coração e óbitos, cruzando essas informações com o uso prolongado do suplemento.

Apesar da dimensão expressiva da amostra, os autores reforçam que se trata de um estudo observacional preliminar, o que significa que não é possível afirmar uma relação direta de causa e efeito. Ainda assim, os dados levantam questionamentos importantes sobre a segurança do uso contínuo da melatonina sem acompanhamento médico.

Uso popular e percepção de segurança

A melatonina é frequentemente vista como uma alternativa “natural” e segura para melhorar o sono, sendo comercializada em diversos países sem necessidade de prescrição médica. No entanto, especialistas alertam que o consumo prolongado, especialmente em doses inadequadas, pode trazer efeitos ainda pouco compreendidos, sobretudo em populações com fatores de risco cardiovascular.

Alerta dos pesquisadores

Os cientistas destacam a necessidade de novos estudos clínicos controlados para confirmar os achados e entender os mecanismos envolvidos. Enquanto isso, a recomendação é que pacientes com insônia, especialmente aqueles com histórico de doenças cardíacas ou fatores de risco, procurem orientação médica antes de iniciar ou manter o uso prolongado de melatonina.

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