Soju ganha espaço no Brasil impulsionado pela onda do k-pop e dos k-dramas
O fenômeno cultural sul-coreano, impulsionado mundialmente pelo k-pop e pelas séries conhecidas como k-dramas, ultrapassou as telas e os palcos e agora se consolida também no consumo. No Brasil, uma bebida tradicional da Coreia do Sul começa a ganhar protagonismo com velocidade inédita: o soju.
Destilada à base de grãos — especialmente o arroz, mas também podendo ser produzida com batata-doce e outros insumos —, a bebida deve ser consumida extremamente gelada, prática que suaviza o teor alcoólico e realça seus sabores. A combinação entre refrescância e versatilidade tem impulsionado sua aceitação, sobretudo em um país de clima majoritariamente quente.
A popularidade do soju já é visível em grandes centros urbanos brasileiros. Mercados especializados nos bairros Bom Retiro e Liberdade, em São Paulo, exibem prateleiras inteiras dedicadas à bebida, cenário que se repete em capitais como Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Marcas consagradas, como Chum Churum e Chamisul, lideram a expansão, especialmente com versões aromatizadas.
Sabores frutados como maçã, pêssego e mirtilo se tornaram porta de entrada para novos consumidores, ampliando o alcance do produto para além do público tradicional. O sucesso também se reflete nos números: as exportações globais de soju ultrapassaram a marca de US$ 200 milhões em 2024, um recorde histórico, com projeções de crescimento contínuo até pelo menos 2026.
Para compreender o apelo da bebida, é importante diferenciá-la de outro ícone asiático amplamente conhecido no Brasil: o saquê. Enquanto o soju é destilado, o saquê passa por um processo de fermentação. No caso japonês, o tipo de arroz e o grau de polimento influenciam diretamente aroma e sabor. Já o soju recebe aromatização após a destilação, o que o torna mais leve, acessível e adequado para coquetelaria.
Esse perfil explica sua presença constante em produções audiovisuais sul-coreanas, onde o consumo da bebida é retratado como parte central da socialização. Ao chegar ao Brasil, o soju não apenas acompanha a expansão da cultura pop coreana, mas se firma como tendência no mercado de bebidas, dialogando com novos hábitos de consumo e experiências culturais globais.









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